sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

AMPARO e ORIENTAÇÃO



Que espécie de amparo e orientação os Guias Espirituais podem nos dar?
Os Guias nos sugerem bons pensamentos, palavras e atitudes, inspirando-nos sempre para a prática do Bem; ouvem nossas queixas e nos estimulam a buscar soluções, sem deixar de trazer consolo e esperança para os nossos momentos de aflição; quando necessário, falam com severidade e nos alertam para a necessidade de revermos e corrigirmos pensamentos e atitudes negativas que nos afastam do caminho da Luz. Por sua elevação e nobreza, não ficam conosco durante todo o tempo. Não ficam à nossa disposição porque isto atrapalharia o nosso progresso espiritual. Não podem fazer por nós o que é tarefa nossa. Até porque, quando nos omitimos em buscar conhecimentos e soluções, ou quando insistimos numa conduta inadequada à nossa evolução, assumimos perante a Lei e a Justiça Divinas as consequências disso; e os Guias não podem interferir em nosso livre arbítrio. Depende de cada um de nós a busca e o desenvolvimento da Fé, da autoconfiança e da autoestima; o que pode ser alcançado a partir do autoconhecimento e pela aquisição de sentimentos e pensamentos mais puros e de cultura nobre.
Os Guias Espirituais são, por assim dizer, “nossos Irmãos mais velhos”, que por esforço próprio adquiriram conhecimento, sabedoria e merecimento, e que agora voltam para auxiliar o nosso progresso, aplicando em nosso benefício tudo quanto aprenderam.
Eles nos auxiliam principalmente quando nos ensinam sem alarde, pelos seus exemplos de fé, paciência, humildade, dedicação, determinação, coragem, perseverança, carinho e tantas outras virtudes que já adquiriram. Precisamos amá-los, respeitá-los e compreender que não é tarefa deles nos carregar nos ombros e nem fazer “mágicas” que resolvam nossos problemas. O compromisso dos Guias Espirituais perante o Divino Criador, a Lei e a Justiça Divinas é apenas o de nos orientar e estimular, para percebermos que nós mesmos somos capazes de desenvolver nossas potencialidades e, através delas, encontrar as soluções para as nossas dificuldades do momento. A simples presença de um Guia Espiritual demonstra a continuidade da vida depois da morte física e, só por isto, revela que os nossos esforços têm uma razão de ser, que nada é perdido, e que estamos construindo continuamente a nossa evolução e a nossa felicidade. O Guia Espiritual de Umbanda é o Sagrado que chega até nós, pelos vários Caminhos de que dispõe o Divino Criador; e sempre usando de uma linguagem simples e compreensível a todos, para despertar em nós o sentimento de Irmandade e Fraternidade. Quando nos faltam meios para a solução de uma dificuldade, aí sim, os Guias podem agir, mas sempre em obediência à Lei do Criador (na quebra de magias negativas, no afastamento e doutrinação de espíritos vingativos, na cura de enfermidades etc.). E ainda nos alertando de que precisamos, muitas vezes, é modificar o nosso padrão mental, emocional e as nossas atitudes, para entrarmos numa sintonia mais positiva e evitarmos atrair influências desequilibradoras e nocivas.

Ainda a respeito dos Arquétipos da Umbanda, RUBENS SARACENI explica que: “Os guias espirituais umbandistas incorporam com suas formas arquetípicas definidas logo no início da expansão da Umbanda, quando os espíritos se apresentavam como sendo Caboclos (as), Índios (as), Pretos (as) Velhos (as), Crianças, ou como Exus, Pombagiras, Caboclos Boiadeiros, Baianos e Marinheiros, abdicando de seus nomes antigos e assumindo nomes de correntes de espíritos. Os nomes coletivos servem tanto para ocultar suas identidades como para determinar seu grau e sua forma de trabalhar, e como devem falar e apresentar-se quando incorporam em seu médium. Desde que os centros umbandistas, kardecistas e demais segmentos espiritualistas os aceitem, eles incorporam regularmente e passam a dar consultas e a realizar trabalhos em benefício das pessoas, não se preocupando com a crença delas, pois, para os guias espirituais, o que importa é o ser em si, e não a religião ou a doutrina que ele siga. Os Pretos velhos vinham dos Cultos de Nação então existentes, englobados hoje no Candomblé. Os primeiros Pretos Velhos ti­nham seus nomes associados aos de Países Africanos tais como: Congo, An­go­la, Cambinda, Mina, Keto etc. Os Caboclos vinham da religião in­dígena aqui existente e seus nomes aludiam às Tribos. Os primeiros Caboclos apresen­tavam-se com nomes como: Caboclo Aymoré, Tupi, Tupiniquim, Tupinambá etc. Mais adiante vieram as Crianças ou Erês (os gêmeos africanos). Na Direita, apresentavam-se com nomes de Santos, no diminutivo: Pedrinho (São Pedro), Joãozinho (São João), Mariazinha (San­ta Maria), Glorinha (Nossa Senhora da Glória), Tiãozinho (São Sebastião) etc. Já na Esquerda apre­sentavam-se com os nomes dos Exus, no diminutivo”.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...