quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

EXÚ O GRANDE ARCANO

- Quem é esta misteriosa Divindade que gera tanta polêmica, e distorções de seu real significado e função, como um ser Divino e cósmico?
- Aonde começou o preconceito religioso e até cultural, acerca não só de Exú como muitas outras divindades, e religiões consideradas Pagãs?
- Aonde e como tudo começou?
Os antigos nativos da grande mãe África, também conhecidos como o povo Yoruba ou Nagôs, viviam em plena harmonia, sem crise econômica e fome, e em pleno equilíbrio com a natureza e suas crenças, até que guerras (para variar guerras, pelo poder), internas entre tribos, cidades e confederações, a colonização Islâmica e o drástico e cruel tráfico negreiro, começaram a retirar a harmonia deste antigo e belo povo, os Yorubas, Nagôs.
Suas crenças, costumes e religião, chegaram até nosso pais através do que chamamos de diáspora, que ocorreu através do imenso e bárbaro tráfico negreiro, o ouro negro.
O povo negro escravizado se espalhou por todo o território de nosso pais, misturando-se, vieram de várias regiões, muitas vezes eram até de tribos inimigas, adoravam divindades diferentes, em África o culto dos orixás é regional.
O domínio do negro pela força, foi um grande absurdo Histórico, um ato nada Humano diga-se de passagem.
A Coroa de Portugal, assim que chegaram os primeiros negros em terras Brasileiras, criou uma lei que, no seu primeiro artigo, determina que, todos os negros deveriam ser batizados na religião Católica e se acaso o batismo não fosse realizado em um prazo de cinco anos, as peças como eram chamados os escravos, como se fossem objetos de uso pessoal, deveriam ser vendidas e o valor seria revertido a Coroa.
Havia a tese que a África era uma terra de maldições, esta tese foi defendida por vários teólogos cristãos.
Em vários Sermões o Padre Antônio Vieira (XI e XXVII), afirma que a África é o inferno onde Deus se digna a retirar os condenados, pelo purgatório da escravidão nas Américas, para finalmente alcançarem o paraíso, o mesmo padre em sermão ao comentar o texto de São Paulo I Cor 12, 13, disse entendo de que os africanos, sendo batizados antes do embarque da África para a América, deviam agradecer a Deus por terem escapado da terra natal, onde viviam como pagãos entregues ao poder do Diabo.
Estes não foram os únicos comentários de teólogos da igreja Católica que não merecem ser mais comentados.
Documentos Históricos relacionado a escravidão também foram queimados, desaparecendo muitos registros Históricos.
Afinal quem é Exú este Grande Orixá.
Infelizmente Exú perdeu seu verdadeiro significado ao chegar no Brasil, os negros escravos, tiveram que sincretizar com santos católicos seus Orixás, para poderem praticar sua religião, Exú foi quem mais sofreu neste processo, a igreja e os católicos associaram Exú ao Diabo, a coisa ruim.
Na crença Yoruba, Olórum Deus Criador, não possui um opositor a ele como a maioria das religiões. O mal e um sentimento humano. Exú seria o seu fiscal, guardião dos portais entre o Òrun (Além) e o Àiyé (Terra), além de ser o guardião do corpo neste aspecto é chamado de Bara, é o mensageiro dos Orixás. Exú o princípio dinâmico que habita dentro de nós, esta força que impulsiona a vida. Tão importante e fundamental que todos Orixás tem seu Exú, não como escravo como alguns Candomblés acreditam.
Muitos mitos foram criados a respeito deste grande arquétipo, o Orixá Exú, ele tem muitos poucos filhos aqui no Àiyé, muitos religiosos confundem Exú Orixá com os compadres e comadres (Tranca Rua, Veludo, Caveira, Maria Padilha, Mulambo etc) como eram chamados pelos mais antigos, Exú Orixá é uma coisa totalmente diferente. Os Orixás ancestrais ou Irunmales não fazem parte do processo de reencarnação são seres divinos criados por Olórum para ajudarem a administrar sua criação, são Deuses do fogo, ar, trovão, terra, morte, tempo, destino, etc, não fazem parte do sistema de reencarnação. Os nossos maravilhosos comadres e compadres, hoje também chamados de Exús, fazem parte do sistema da reencarnação.
Sem Exú o culto dos Orixás não existiria, ele é o mensageiro dos jogos oraculares de Ifá, é ele que vem buscar e levar as oferendas para os Orixás, e estas até Olódùmarè Deus Supremo, é o primeiro a ser saudado no culto dos Orixás.
Tem um ditado no culto que diz:
Biri-biri bò won lójú.
Ògbèri nko mo Màriwo.
Trevas cobrem seus olhos
O não iniciado não pode conhecer o mistério de Màriwo.
Através de séculos o culto dos orixás mantém uma tradição oral, que só o iniciado tem acesso aos segredos, do culto de matizes afro-brasileiras. Os sacerdotes mais antigos a sua grande maioria são contra a quebra de Erós (segredos), mas uma outra parte dos seus adeptos são favoráveis a determinadas informações aonde, são retirados alguns mitos, com o objetivo de corrigir erros relacionado a prática do culto. Sabemos que hoje em dia uma grande parte dos terreiros de Candomblé principalmente em São Paulo, cometem muitos erros prejudicando muito, mas muito mesmo, em vez de ajudar as pessoas que vão procurar ajuda nos Iles (casas) de culto dos Orixás, me refiro a São Paulo - S.P. por que não conheço a quantas andam o Culto dos |Orixás em outras regiões, seria interessante vocês questionarem antes de irem procurar um zelador em sua região.
Os sacerdotes muitas vezes não tem culpa aprendem errado com seus zeladores de santo e passam este erro adiante, muitas vezes sem saber que estão cometendo e promovendo um desastre na vida das pessoas. Preocupados com este fato muitos sacerdotes estão trabalhando para esclarecer, ensinar, e retirar mitos errôneos com relação a práticas do culto, para isso estamos até quebrando alguns Erós (segredos), para poder ajudar os iniciados corrigirem seus erros, também ajudando aquelas pessoas que gostam e procuram ajuda nas casas de culto, saberem selecionar melhor os seus futuros zeladores.
Voltando a Exú o grande Orixá, vejamos como o erro começou:
Èsù é um orixá ou um ébora de múltiplos e contraditórios aspectos, o que nos torna muito difícil em defini-lo. Quando os padres jesuítas chegaram em África, associaram Exú ao Diabo, e ao Deus da fornicação, ideia totalmente errônea. Esta associação foi feita porque Exú também tem um caráter irascível, ele gosta de suscitar disputas, provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. É astucioso, grosseiro, vaidoso.
Por um outro lado, segundo as próprias palavras de Ifá, segundo a tese antropologia de J.Elbein dos Santos:
"cada um tem seu próprio Èsù e seu próprio Olórun (Deus Criador), em seu corpo" ou "cada ser humano tem seu Èsù individual, cada cidade, cada casa (linhagem), casa entidade, cada coisa e cada ser tem seu próprio Èsù, e mais, "se alguém não tivesse seu Èsù em seu corpo, não poderia existir, não saberia que estava vivo, porque é compulsório que cada um tenha seu Èsù individual". Olórum representa o princípio da existência genérica, Èsù é o principio da existência diferenciada. Assim foi criado Exú por Olódumarè, complexo e o grande arcano do culto Eró (segredo), guardado a sete chaves ate hoje.
Uns dos motivos pelo qual Exú foi associado com o Deus da Fornicação o Diabo. Mas os estudiosos e pesquisadores sérios da história da religião, sabem que o falo é símbolo de força, princípio masculino que gera a vida, e foi um símbolo muito utilizado pelos povos primitivos, de todo o velho mundo, da África até, as civilizações Indo-européias, reconheciam o falo como um símbolo de força, a força que gera a vida.
Veja o que a Historia do Odù (signo) Ogbè diz quando apareceu para Orúnmìlà:
Níjó ti nlo rèé tóro omo,
Lódó Òrisà igbò-wújì.
No dia em que ele foi requerer uma criança
A Òrìsà Igbò-wúji (Òrinsàlà).
A história conta que nas remotas origens, Olódúmarè e Òrìsànlá estavam começando a criar o ser humano. Assim criaram Èsù, que ficou forte, mais difícil que seus criadores:
"Èsù si le ju àwon mejeli lo".
Olódùmarè enviou Èsù para viver com Òrìnsàlá; este colocou-o à entrada de sua morada e o enviava como seu representante para efetuar todos os trabalhos necessários. Foi então que Òrúnmìlà, desejoso de Ter um filho, foi pedir um a Òrìsànlá. Este lhe diz que ainda não tinha acabado o trabalho de criar seres e que deveria voltar um mês mais tarde. Òrúnmìlà insistiu, impacientou-se querendo a qualquer preço levar um filho consigo. Òrìsàlá repetiu que ainda não tinha nenhum. Então perguntou:
"Que é daquele que vi à entrada de sua casa?"
É aquele mesmo que ele quer. Òrìsalá lhe explicou que aquele não era precisamente alguém que pudesse ser criado e mimado no àiyé. Mas Òrúnmìlà insistiu tanto que Òsàlá acabou por aquiescer. Òrúnmìlà deveria colocar suas mãos em Èsù e, de volta ao àiyé, manter relações com sua mulher Yebìirú, que concebera um filho. Doze meses mais tarde, ela deu a luz um filho homem e, porque Òsàlá dissera que a criança seria Alágbára, Senhor do Poder, Òrúnmìlà decidiu chamá-la Elégbára. Assim desde que Òrúnmìlà pronunciou seu nome a criança, Èsù mesmo respondeu e disse:
Todos os meus filhos Esus, que abitam os noves Orun (aléns), seriam seus representantes e Òrúnmìlà poderia consultá-los cada vez que fosse necessário enviá-los a executar os trabalhos que ele lhes ordenasse fazer, como se fossem seus verdadeiros filhos. Èsù assegurou-lhe que seria ele mesmo quem responderia por meio dos dos seus assentamentos, cada vez que o chamasse.
No sitema Africano da pratica de Ifá, seja ela o Jogo de Búzios, Opele-Ifá, Ikin-Ifá, dentre outros metodos, é Esu que é o mensageiro de Orunmila-Ifá, o Deus do Destino, e de todos os outros Orixás.
Nos candomblés no Brasil, o Jogo de Búzios e atrabuÍdo a Divindade Osun, Osun formula as perguntas e Esu vai buscar as respostas, com Orunmila-Ifá e todos os outros Orixás.
Assim e Èsù, polemico, complexo e ao mesmo tempo simples.
Muitos de seus segredos são guardados até hoje, pelos sacerdotes sérios, só os iniciados tem acesso a estes Erós. Devo advertir que Èsù pode se apresentar com sua energia destrutiva, só um iniciado devidamente treinado pode apaziguar, esta energia tão forte. Muitas pessoas que não possuem iniciação no culto dos Orixás, seja no Ilê Orunmila, Ilê Orixá ou Ilê Egum, andam tentando evocar Èsù Orixá e manipular esta grandiosa força, tentativa esta em vão por que Èsù só atende os iniciados e os adeptos dos culto dos Orixás. São necessários certas cantigas, orações, saudações e gestos, para que poça fazer a sua evocação. É através de seu assentamento, feito por outro iniciado, que ele é cultuado e reverenciado.
Dizer a verdade para aqueles que não podem entendê-la, é mentir para eles.
Desvelar a Verdade para estas pessoas, é profaná-la.
O que as águas não refletem, na superficialidade não reside.




OXUMARÉ

Para quem acha que conquistou ou falta conquistar muitas coisas nessa vida, Oxumaré vem trazendo seu axé de eterna mudança, lembrando que nada permanece para sempre da mesma maneira. Ore a Oxumaré e peça ao Senhor da Prosperidade que auxilie em suas demandas diárias e em seus projetos mais secretos! Oxumaré é o símbolo da continuidade e da permanência, por isso, é representado por uma serpente, não só pelo movimento circular que ela produz, mas também pela constante substituição de pele. Diz a mitologia que a serpente Dan, mora no céu e morde a própria cauda impedindo que a terra se desagregue, ao soltá-la, desce à terra por um arco-íris para percorrer o mundo, dirigindo as forças que produzem movimento na natureza. No Brasil, o culto a Oxumaré foi um dos mais reprimidos durante os tempos da escravidão, pois não há animal mais amaldiçoado pelo cristianismo do que a cobra, causa da expulsão de Adão e Eva do Paraíso. Há sacerdotes que relacionam o movimento circular da serpente Dan, quando presa à cauda, com o movimento de rotação da terra e seu translado em torno do Sol: a dinâmica da vida e do Universo, regido por Oxumaré. Oxumaré é um Orixá masculino, embora algumas pessoas acreditem que seja macho e fêmea, por não considerarem que seu par feminino é sua irmã gêmea, Ewá, cujos domínios são parecidos com os dele. Segundo a mitologia Ewá foi expulsa do Daomé, acusada de ser uma cobra muito má, mas encontrou abrigo entre os Iorubás, que a transformaram numa cobra boa e bela, a metade feminina de Oxumaré e é por isso que no Candomblé, em qualquer ocasião, eles dançam juntos. Ewá vive nas matas, sob a proteção de Oxossi, onde tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa. É considerada “Rainha das Mutações” e “Senhora do Belo”, que preside o canto e os ruídos alegres, os perfumes, a umidade, a mutação das formas e cores na natureza e as transformações que ocorrem em seu seio. Ewá rege a transformação do mal em bem e o balé da natureza. Essa ideia de um Oxumaré andrógino é reforçada pelo fato de Oxumaré ser o “Senhor dos Opostos”, pois masculino e feminino, bem e mal, dia e noite, positivo e negativo, tese e antítese e tudo o que é cíclico está sob sua regência, tal como as estações do ano, o ciclo das águas, a multiplicidade das existências, como na reencarnação e seus variados destinos. Seu culto visa solicitar a Oxumaré, a serpente arco-íris, que o mundo, que a vida não pare. Diz a lenda que Oxumaré é um servidor de Xangô e que seu trabalho consiste em recolher a água da chuva e levá-la de volta às nuvens. O fato de Oxumaré estar ligado às chuvas que trazem vigor às plantações, fez dele um mito ligado à riqueza, à fortuna. As formas alongadas na natureza, tal como o cordão umbilical, é atribuída a sua influência, assim é que algumas pessoas enterram-no, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação da árvore. Na realidade, as formas alongadas simbolizam a continuidade e permanência de Oxumaré. No Candomblé, seus filhos usam brajás, colares de búzios entrelaçados de modo a formar um arranjo que lembre as escamas de uma serpente e o ibiri, uma espécie de vassoura feita com nervuras das folhas de palmeiras, tal como os filhos de Nanã e Omulu. Quando dançam levam nas mãos pequenas serpentes de metal e apontam o dedo indicador para o céu e para a terra, num movimento alternado ou dançam com movimentos ondulantes, atirando-se por vezes ao chão, imitando o bote de uma serpente. Na Umbanda, Oxumaré, irradia as sete cores, irradiações divinas que permeiam as Sete Linhas de Umbanda como impulso renovador que atua em grande sintonia com a vibração de Oxalá e de Oxum, formando toda uma hierarquia de Caboclos e Caboclas Arco-Íris e de Caboclos e Exus Sete Cobras. Dizem que é a força de Oxumaré na irradiação de Oxalá que faz com que o ser mude suas concepções religiosas e na irradiação de Oxum é o que faz com que a paixão se transforme em amor. Por outro lado, é também através da irradiação de Oxumaré, em seu aspecto mais denso, chamado “Sete Cobras” ou “Sete Caminhos Tortuosos”, a via energética por onde transitam os seres que saíram do caminho do bem, até o arrependimento, vetor para a evolução. Apesar de não reger, na Umbanda, a cabeça de iniciados, é grande a influência de Oxumaré na Umbanda, que por ser o Orixá das cores e dos aromas está presente em quase todos os rituais.





segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Chegamos ao final de mais uma etapa, mas um capítulo foi escrito nas nossas vidas.
Quando chegamos na época do Natal, Ano Novo, muitas reflexões nos surgem a mente, logo imaginamos as vitórias, as batalhas travadas durante o ano, os obstáculos que foram transpostos, nos lembramos das despedidas, dos até logo, dos Adeus e nos focamos nos Sejam Bem Vindos, e a vida é assim, uma ida e vinda constante, umas doces, outras dolorosas, mas todas acontecem como deveriam ser, é o ciclo da vida.
Nessa época do Natal é inevitável não lembrarmos do primeiro e maior grande médium que existiu, sua trajetória, seus exemplos, e o que ele nos deixou. Com certeza estamos falando JESUS CRISTO.
Jesus nos ensinou sobre generosidade, compaixão, fé, amor, caridade, abnegação, doçura, força e tantas outros exemplos que honestamente não teriam palavras para serem mensurados.
Mas tem uma coisa que Jesus tentou pelo menos nos ensinar, que é sermos pessoas espiritualizadas, e ser espiritualizado é inerente a qualquer religião, está ai uma coisa que algumas pessoas ainda não conseguiram entender.
A verdadeira concepção do Natal não é a troca de presentes, a mesa farta  cheia de carnes e bebidas, a festa luxuosa, a roupa bonita. Existem valores maiores que estes. Não adianta ter a mesa farta, a roupa bonita se alma está nua, despida de bons sentimentos.
O verdadeiro significado do Natal é estarmos cheios DO ESPÍRITO DE DEUS, dentro dos nossos corações, e só quem é espiritualizado sabe o que isso realmente significa de fato.
É algo que se sente, e que não está vinculado a nada que seja material, comercializado ou mesmo comprado.
Nós Umbandistas lidamos e aprendemos sobre este estado de espírito o ano inteiro, não somente no Natal, nós o ano inteiro entramos nesse estado de espiritualização, ajudando nosso próximo, nos comungando com as coisas e criações de Deus.
Nossos Orixás são as emanações de Deus e é com o que eles representam que trabalhamos e aperfeiçoamos nossa espiritualidade.
Darei abaixo alguns exemplos apenas, porque as qualidades de Orixá não conseguiriam descrevê-las todas.
OXALÁ – sincretizado com nosso Senhor Jesus Cristo, com certeza não é a toa, nosso pai amável, pai gentil, amigo, senhor do branco, senhor da Paz, senhor dos nossos caminhos. Orixá que nos ensina a termos calma, a lutarmos pela Paz, nos ensina respeito, nos ensina sobre o valor do silêncio, senhor da luz, da prece, senhor da Fé. Orixá que nos ensina que devemos amar incondicionalmente, independente de crença e fé, nos ensina que não existe religião melhor que a outra, existem pessoas, o que importa é o Amor que podermos dar um para o outro. AMADO PAI DE TODOS.
IEMANJÁ – Mãe e senhora de todos os orixás, senhora mãe das cabeças, mãe senhora da Paz da Família, que ampara seus filhos, senhora das águas. Iemanjá nos ensina sobre o diálogo necessário, da união familiar, a mãe generosa que ampara seus filhos, que ama incondicionalmente, ela nos ensina sobre o Amor que precisamos ter uns com outros, é o colo é o aconchego é o sentir acolhido e protegido. Ela nos ensina que ser mãe vai além do gerar um filho, ser mãe é gerar dentro do coração.
OXOSSI – O grande caçador de Almas. Com Oxossi aprendemos sobre a paciência, sobre esperar a hora certa para tomarmos uma determinada atitude, aprendemos que na vida as vezes devemos pisar leve, fazer pouco barulho, chegar de mansinho e atirar a flecha certeira que não erra. Com Oxossi aprendemos sobre a cura que vem de suas ervas, de suas matas, a cura da alma, o murmurar das folhas no vento, aprendemos a respeitar a Natureza que nos sustenta, com Oxóssi aprendemos o respeitar a vida como um todo, desde o mais pequeno ser, até o maior. Porque Oxóssi nos ensina que Deus é pai de todos e ama seus filhos incondicionalmente. Oxóssi é o orixá da Liberdade de ir e vir, a liberdade de escolha, a liberdade de poder chegar a Deus. Senhor da fartura.
OXUM – Senhora mãe, senhora da beleza, do encantamento. Senhora das águas doces dos rios, que nos matam a sede. Senhora mãe gentil. Senhora do Amor.
Senhora da água da vida.
Com Oxum aprendemos que a verdadeira beleza não é externa, é a beleza que reflete nos olhos como o brilho do sol nas águas dos rios. Com Oxum aprendemos a soltar o riso fácil, aprendemos sobre doçura, gentileza.
Oxum é a mãe que tira a chinela do pé, e sai correndo descalça debaixo da chuva com os filhos, louvando a vida, como se tudo fosse eterno, não há tempo, só momento.
Com Oxum aprendemos a dar aquele abraço que aconchega, que protege, como se nada no mundo pudesse nos atingir. Oxum uma hora é menina, noutra é mulher adulta, noutra é anciã. Oxum nos ensina que a vida é linda e que precisamos viver essa história que Deus nos concede.
OGUM – Senhor da forja, senhor da espada que não perde o corte, senhor da justiça, da batalha da vida, senhor da determinação, da urgência. Senhor que não teme. Ogum ensina que a vida não é fácil, todo dia uma batalha e uma guerra a ser conquistada. Mas é o Orixá que mais ensina sobre o valor da Paz, o valor do descanso em volta da fogueira, do bom vinho, da confraternização. Ogum ensina que a guerra deve ser evitada sobre todo custo, para que inocentes não sofram desnecessariamente. Ogum valoriza a vida.
Ogum guerreia, pelo amor da Justiça, para defender o inocente.
Ogum também nos ensina que a batalha pode ser inevitável, mas pode ser evitada com sabedoria, discernimento e respeito, ensina que toda forma de AMOR E PAZ vale a pena e deve ser tentada.
OGUM ENSINA QUE NÃO EXISTE GUERRA SANTA. A GUERRA NUNCA SERÁ SANTIFICADA.
Ogum está todos os dias representado no suor do rosto do trabalhador que acorda todos os dias, para executar seu trabalho digno e honroso, para o sustento de sua família. Ogum está na terra arada, no solo fértil nos campos verdes. Ogum está na batalha travada contra as nossas más inclinações, contra os nossos defeitos. Ogum nos ensina sobre caráter e honra.
IANÇA – Senhora dos ventos e dos raios, senhora do tempo. Senhora guardiã dos eguns, dos penitentes. Iança ensina sobre coragem, determinação. Nos ensina que a vida não para, não fica estagnada esperando por nós, senhora que tira os obstáculos da vida dos seus. Iança não tem medo, ela enfrenta o que tiver que ser enfrentado. Ensina que na vida uma hora somos o vento que refresca, mas tem horas que temos que ser o tufão que derruba e nada pode conter. Iança é mãe gentil, não julga ela ensina, senhora do perdão, senhora do encaminhamento dos perdidos, mãe generosa e valente. Senhora exemplo de misericórdia e perdão.
XANGÔ – Senhor pai das cabeças, senhor rei, senhor da verdadeira justiça que muitas vezes é falha nas mãos dos homens, mas na mão de Xangô ela justa, certeira, não erra. Xangô nos ensina que cada um terá de acordo com seu merecimento, que toda ação tem uma reação, que as escolhas são livres mas o arcar das consequências é inevitável. Xangô é um exímio sábio das questões humanas, não se consegue enganar Xangô, ele é o Orixá para qual não convém mentir sobre sentimentos, senhor da verdade. Senhor que nos ensina a ter prudência no julgamento, que cada história tem um lado, que não devemos brincar e subestimar as coisas de Deus e do espírito. Nos ensina que a machada da justiça nunca é leve para quem anda errado.
OBALUAYÊ E NANà– Orixás de respeito, senhores do silêncio, orixás que nos ensinam sobre o valor do tempo precioso da vida, que nada na vida se perde tudo se transforma. Nos ensinam que a vida é preciosa, uma escola, que devemos nos graduar da melhor forma. Que a morte não existe, ela é a transmutação do espírito, é o renascer. Orixás que nos ensinam a respeitar a vida como um todo, respeitar os ciclos da vida, a respeitar nossos velhos, nossos anciões e aprendermos com eles.
IBEJI – Orixá que simboliza a pureza, a inocência das crianças. O homem está perdendo sua pureza e sua inocência, o ato de se encantar com coisas simples está cedendo lugar para frivolidades. As crianças da Umbanda nos ensinam que não precisamos nos endurecer, que podemos sim, sermos leves, brincar com a vida, que ainda há tempo. Que envelhecer não precisa ser sinônimo de doença, endurecimento, enrijecimento. Que podemos ser jovens na alma que não envelhece. Nos ensina sobre a pureza de sentimentos, sobre sinceridade, o olho no olho, a palavra franca e honesta. Na Umbanda simboliza a linha dos anjos.
O espírito do Natal para o Umbandista é justamente este o de renovar seus votos perante o pai maior e seus Orixás, é refletir sobre o que os Orixás, nossos guias e mentores nos ensinam e nos ensinaram durante aquele ano.
É parar, refletir, o que mudou na nossa vida neste ano que passou. O que construirmos como seres humanos, como foi esse processo de espiritualização.
SE TORNAMOS PESSOAS MELHORES?
Muitas pessoas que não conhecem sobre nosso seguimento religioso, muitas vezes não entendem o que significa o Orixá para nós.
“Nós nos comungamos com o Orixá e nos encantamos com eles. Eles então dentro de nós, e nós estamos dentro deles. É uma coisa só, eles são filhos da divindade e nós somos sua família”.
O que as pessoas não entendem que para nós Umbandistas não precisamos de datas especificamente, todos os dias nós renovamos o espírito do Natal. Cada dia de gira que temos em nossas searas, que ocorre nos nossos terreiros renovamos nossos votos de paz, amor, fé e caridade, todos os dias reverenciamos ao nosso grande pai e seguimos o exemplo do nosso irmão Jesus Cristo, ele é o mestre pelo qual nos espelhamos.
A nossa troca de presentes é diferente, não é algo materialista, é algo espiritual.  Todos os dias trocamos de presentes, é com a boa palavra do guia, o exemplo, o diálogo, o ensinamento, é no encaminhar do irmãozinho espiritual adoentado, é na cura da matéria e do espírito. Tudo isso é presente que não tem valor. Essa é a grande diferença.
Enfim meus irmãos, que o Natal seja realmente assim todos os dias, renovando nossos votos, de fé, de amor e caridade. E que a gente mesmo diante do perigo, da tribulação, nunca nos esqueçamos que somos filhos de Deus e dos Orixás, que temos por obrigação honrar aos bons espíritos que vem ter conosco. Não devemos os decepcionar.
E mesmo que o mal nos assolar e bater na nossa porta, vamos lembrar que somos UMBANDISTAS, E QUE NÃO DEVEMOS NOS IGUALAR E NOS REBAIXAR AS  MÁS INFLUÊNCIAS, CADA UM DÁ O QUE TEM.
Troquem sim seus presentes, tenham suas mesas fartas, mas não se esqueçam dos valores que aprendemos todos os dias com nossos mentores de luz. Vamos sim, lembrar dos exemplos do nosso grande mestre Jesus, vamos convidá-lo para sentar na nossa mesa, partilhar da nossa alegria e do nosso amor.
Quanto aos que nos perseguem, são carroças vazias de sentimentos, que só fazem barulho por onde passam. Como folhas secas ao vento, não sabem por onde estão indo. Que nosso senhor Jesus tenha piedade deles.
Não vamos perder nossos valores cedendo a violência de sentimentos alheios. Não é isso que nosso Deus nos ensina. Não vamos esquecer dos nossos valores. Coragem, Fé e Determinação.
Jesus também foi perseguido em nome de sua fé e amor a Deus, e se tornou o ícone da Humanidade, sigamos o vosso exemplo.
Recebam essa flor, como sinal do meu respeito, renovação e desejos de tudo de melhor para cada um de vocês.





quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

12 tipos de Mediunidades presentes na Umbanda

1 – Psicografia
A primeira menção sobre psicografia dentro da Umbanda é de Rubens Saraceni. Com mais de 50 obras o sacerdote divide seus livros entre os que fundamentam a Umbanda em seus diversos aspectos e os romances psicografados.
Rubens iniciou um processo que ia na contramão do que se considerava “correto”. Hoje, é fácil encontrar obras de diversos autores umbandistas que psicografam romances mediúnicos, porém, nem sempre eles foram bem aceitos.
Em entrevista com a Revista Sexto Sentido, Pai Rubens Saraceni contou que quando deu início a prática de psicografar na Umbanda recebeu diversas críticas, inclusive de irmãos kardecistas, porém respondeu a elas dizendo “Médium é médium, seja de Umbanda, Candomblé ou Espiritismo, não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa e que tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer“.
2 –  Psicometria
Pode ser entendida como a mediunidade que possibilita que o médium obtenha informações sobre a história do objeto em questão. A edição 47, da Revista Cristã do Espiritismo publicou um artigo sobre o termo, contando que o seu surgimento se deu em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.
No texto Érika Silveira descreve a psicometria (pela visão do médico) como o método de estudo que consistia em apresentar aos pacientes objetos pertencentes ao presente ou passado de uma pessoa. “Os sonâmbulos passavam a descrever cenas relativas às épocas de existência do objeto e até mesmo o próprio caráter da pessoa a quem pertencia o objeto psicometrado” descreve Érica.
Depois disso estudiosos espíritas também se empenharam em se aprofundar no estudo desse fenômeno.
Pai Alexandre Cumino descreve no livro Médium – Incorporação não é Possessão essa projeção como “a leitura do registro astral e temporal que fica em cada objeto revelando seu histórico.”
3 – Psicofonia
Nessa modalidade o espírito se comunica por meio da fala do médium transmitindo sua mensagem. Um caso que gerou polêmica e ficou conhecido em todo o país, foi o do deputado Luiz Carlos Bassuma, que durante uma sessão solene diz ter recebido a mensagem de um espírito.  Clique aqui e assista.
4 – Xenoglossia
Resumidamente, a xenoglossia pode ser tipificada como a capacidade que o médium desenvolve de falar em línguas que nunca aprendeu ou sequer teve contato.
5 – Clariaudiência
Ouvir a voz do espírito. Pai Rodrigo Queiroz fala sobre esse dom no curso Mediunidade na Umbanda “a clauriaudiência é a capacidade de ouvir os espíritos ao vivo, você não ouve espírito no passado, nem no futuro e também não ouve coisas acontecendo fora do lugar, não tem premonidiência, nem nada disso, tem clariaudiência, que é quando um guia espiritual se aproxima de você, fala e você escuta. Escuta assim como está me escutando, isso sim é clariaudiência.”

6 e 7 –  Clariolfativo e Clarigustativo
Dom de sentir aromas e/ou gostos presentes no mundo espiritual, ou seja, que não estão materializados nesse plano.

8 – Clarividência
Esse fenômeno ocorre quando o médium consegue ter a visão do mundo astral. É uma mediunidade mais difícil de se encontrar, e às vezes há também uma confusão entre a pessoa que possui clarividência e aquele que vê “vultos” esporadicamente.
O clarividente manifesta o dom a qualquer momento, basta que esteja concentrado. Isso acontece principalmente quando a pessoa está no terreiro, o mesmo processo que ocorre a incorporação no médium.
9 –   Vidência
Nessa modalidade de mediunidade encontramos o médium que consegue conceber imagens de fatos e cenas que existem/existiram em algum lugar.
Pai Rodrigo Queiroz também explica isso no curso de Mediunidade “A vidência é quando a pessoa abre uma visão e às vezes abre-se uma tela na frente dela, semelhante a um computador, abre essa tela/janela e ela consegue enxergar uma cena e/ou situação. Um indivíduo em outro ambiente, lugar ou tempo e traduz isso, isso é vidência.”  
10 – Pictografia
Conhecido como pintura mediúnica a pictografia é o dom de pintar e produzir arte conduzido pelo espírito. Nesse ato, a entidade toma as funções motoras do médium desenvolvendo a pintura como forma de manifestação.
11 – Inspiração ou irradiação
Consiste em “escutar” mentalmente ou intuir algo, mas é importante ressaltar que difere da clariaudiência, pois nessa modalidade, como já dito, o médium escuta claramente a voz do espírito, podendo até identificar e discernir o timbre da voz de seu mentor. A inspiração é algo mais sutil.
12 – Projeção astral
Nesse tipo de mediunidade o perispírito ou a alma da pessoa se projeta para fora do corpo realizando a famosa viagem astral.
Esse desdobramento ocorre quando o espírito da pessoa tem alguma tarefa no astral e se “desliga” temporariamente do seu corpo físico para executa-la.




No que a Umbanda Acredita?

Não é a intenção desse texto restringir a Umbanda a crenças particulares, mas sim levar ao conhecimento de todos, Umbandistas ou não, os fundamentos básicos existentes nas mais variadas formas de se ritualizar a Umbanda. Aqui iremos discorrer sobre conceitos que permeiam a religião e que estão intrinsecamente ligado aos seus fundamentos.
Somos reencarnacionistas
Acreditamos que mesmo após a morte do corpo físico nesse plano, nosso espírito continua vivo e pode voltar a encarnar em algum outro momento.
Somos espíritos que encarnamos e reencarnamos muitas vezes e em diversas culturas. Em uma vida você foi branco, negro, brasileiro, europeu, americano, foi índio em determinada tradição e isso está ali na palavra do Caboclo das Sete Encruzilhadas do dia 15 de Novembro de 1908:
“Se é preciso que eu tenha um nome, me chame Caboclo das Sete Encruzilhadas. O que você está vendo são reminiscências de outra vida em que eu fui Frei Gabriel de Malagrida, que fui queimado na Santa Inquisição por haver previsto o terremoto de Lisboa.”

Caboclo das 7 Encruzilhadas
Somos reencarnacionista na base do discurso do Caboclo.

Mediunidade 
A Umbanda é uma religião mediúnica, ou seja, entendemos que a comunicação com outros planos se dá por meio de sentidos sensoriais ao qual considera-se que todo mundo possua. Esses sentidos podem ser vividos de diversas formas como a psicografia, a psicometria, a clarividência, vidência dentre outras, sendo a mais comum aos terreiros de Umbanda a mediunidade de incorporação.

Manifestação dos Espíritos
Consideramos a mediunidade um precedente na religião e nessa comunicação contemplamos a presença dos guias espirituais – espíritos humanos que atuam na Umbanda por amor e têm como propósito a promoção do bem e da caridade espiritual.
De Caboclo à Pombagira na Umbanda, só se pratica único e exclusivamente o bem.  
A Umbanda tem bíblia?
Não faz parte do rito umbandista a crença em uma escritura sagrada. O sagrado para a Umbanda está na Criação. A natureza é o sagrado.. os animais, as pedras, as águas, as matas, o espaço, nós somos o sagrado. É no convívio e no respeito com a criação que aprendemos o que norteia nossos princípios, porém, não temos uma cartilha descrevendo como fazer isso.

Religião sem dogmas
Não temos um livro sagrado e tampouco dogmas ou regras de comportamento a se seguir. A Umbanda é uma religião de liberdade e isso pode ser visto, no simples fato de cada terreiro ter e desenvolver seu trabalho espiritual resguardando-se em suas particularidades. Cada terreiro assim como cada gira são únicos, toda visita a uma casa de Umbanda é uma nova experiência, que não se repete e nem se iguala as outras manifestações.
Mas atenção:: não ter dogmas não significa que nessa estrutura não exista fundamentos e princípios que dão sentido a religião, mas sim que o que orienta (além dos seus ritos) a prática umbandista são regras claras e básicas de bom senso, de respeito ao próximo, de lucidez, de zelo à saúde mental, emocional, espiritual e física de nós mesmos e ainda a vida plena pautada nos princípios do amor em todas nossas ações e conduta.
Temos nossos próprios ritos, mas não vivemos engessados em regras comportamentais e ditatórias, “a moralidade que você mostra é mais importante do que a ética que você tem”.
A liberdade é o dogma mais difícil a se seguir

Único Deus
A Umbanda é uma religião monoteísta, depositamos nosso culto e reverência a apenas um Deus que pode ser chamado de nomes diferentes dependendo do terreiro, mas que sempre será representado por uma só manifestação.
Um dos nomes mais comuns são Olorum, em outras vertentes pode-se encontrar Tupã, Zambi ou Olodumarê, por isso para o Umbandista Deus é o Divino Criador, a grande Consciência Cósmica que dá origem a tudo e a todos e está em tudo e em todos, inclusive nos Orixás e em nós.

Orixás
Na Umbanda também presta-se o culto aos Orixás, que de uma maneira muito simplificada são as qualidades de Deus individualizadas e manifestadas por meio dessas divindades. Os Orixás cultuados na Umbanda não são os cultuados no Candomblé ou nas religiões africanas, partilhamos de nomes, humanizações e simbolismos dos considerados Deuses Orixás do panteão africano, entretanto, para nós Ogum, Iansã, Oxóssi, Xangô…dentre outros são, cada um deles, um aspecto de Deus e não O Deus maior.

Sincretismo
Como dito anteriormente as divindades/Orixás como a essência de Deus manifestam as qualidades individualizadas do Criador e é por isso que quando pedimos por justiça por exemplo, rezamos a Xangô.
A energia que advém dele é diferente dos outros Orixás e suas vibrações trabalham no sentido do equilíbrio da vida, porém, todas essas vibrações têm origem na essência divina do criador, portanto são em si uma das “faces” de Deus.
O mesmo acontece em outras culturas e religiões que possuem diferentes representações para cada qualidade de Deus.
Por isso, a mesma divindade e/ou qualidade ao qual nós chamamos de Oxum vai se manifestar quando o católico ou o umbandista clama pelo amor que irradia de Deus. A benção pode ser solicitada em frente a uma imagem de Maria ou apenas diante de uma vela, mas a vibração sentida é a do mistério, que corresponde ao amor que emana de Deus e que para nós é Mamãe Oxum.
Entendemos Deus como único e presente em todas as manifestações de fé, porém, cada uma delas vai personificar essas manifestações de uma forma.

Jesus na Umbanda 
Na Umbanda, mais precisamente na vertente que adota os estudos de Pai Rubens Saraceni, Jesus é uma divindade fatorada (recebeu de um Orixá a sua qualidade divina) por Oxalá. E assim podemos dizer que Cristo histórico é um filho de Oxalá.
Jesus na Umbanda é a luz solar, é a moral, o norte comportamental, a história de vida em qual nós podemos nos espelhar. São as manifestações de amor de Jesus que nos interessa e por isso que na grande maioria dos terreiros ele está representado de braços abertos e no lugar mais alto do Congá.
É a fé – mistério dessa manifestação – que justifica a existência de tudo. A partir do momento que você deposita fé em algo ela se torna realidade, por isso, dentro dessa hierarquia o mistério (fé) que a representação de Jesus emana está no alto e em primeiro lugar também nas 7 linhas de Umbanda.
Jesus portanto não é um ser humano que encarnou e reencarnou diversas vezes até atingir esse grau de evolução, como acreditam algumas crenças espíritas, mas uma divindade que se humanizou para usufruir da vida em terra.
Não é Oxalá Maior, mas um ser de outra natureza e realidade que se materializou e veio a esse plano e este sim podemos dizer que em missão, de trazer seus ensinamentos e legado ao qual a Umbanda reconhece e reverência.
Umbanda é religião, inclusive por excelência A religião brasileira e sendo assim só pode praticar e disseminar o bem, o contrário disso NÃO é Umbanda.




As Fases de Maturidade Espiritual do Médium Umbandista

Se descobrir médium nem sempre é algo tranquilo, na grande maioria dos casos a pessoa começa a se sentir a cereja no cesto de laranjas,  tudo começa com o despertar consciencial, a pessoa começa a se sentir diferente em alguns ambientes, no contato com algumas pessoas, uns começam a ouvir vozes como se alguém tivesse murmurando no seu ouvido, outros começam a ver espíritos que vem e vão, outros a pressentir acontecimentos bem antes mesmo de acontecerem, poderia aqui numerar vários sintomas.
Quando esses sintomas vão se tornando mais ostensivos, a pessoa se nasceu em um berço espírita tudo fica mais fácil se não vai ter que ir buscar ajuda, uma dose de eletricidade acima do normal e descontrolada queima tudo dentro de casa, e uma mediunidade desequilibrada, sem acompanhamento provoca um estrago semelhante. Vários caminhos podem conduzir esse médium até que chegue numa casa espírita ou Umbandista, mas aqui vamos focar no médium Umbandista.
Lembremos que a mediunidade nos foi dada, como lenitivo, aprendizado e reforma, uma oportunidade para que através da prática da caridade e amor ao próximo poderemos nos curar a nós mesmos de nossas mazelas e resgates a serem cumpridos. Que essa trajetória seja antes de mais nada um auto descobrimento de nosso próprio EU.
A ANSIEDADE: Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo .
O médium quando chega na casa espírita no terreiro, fica  ali na assistência muitas vezes fica angustiado, olha para um lado, olha para o outro, cruza as mãos, as pernas, não tem posição que o acomode, os médiuns vão passando por ele, o coração dele parece que vai sair pela boca, ele está tão ansioso que não quer perder um detalhe, observa tudo no terreiro, se perguntarem a ele quem pintou tal quadro no terreiro é capaz de dar o nome do pintor e até a data (rsrsrs), quando começa a gira então seu coração não está mais dentro do seu peito está ali pulando no chão como uma bolinha.
Nessa ansiedade toda, no transcorrer da gira, começa a se sentir estranho, mãos que suam, uns sentem um pouco de sonolência, tontura, o corpo que não para de tremer, arrepios que gelam, e ai vem o medo do desconhecido, e fica pensando o que vai acontecer agora comigo?
doação: 
Logo é direcionado a estar passando para o passe onde poderá entrar em contato direto com o guia, suas pernas tremem, o guia já sabe o que ele está sentindo, já pega em suas mãos e o conforta, e as sensações vão se acalmando, na realidade se equilibrando entrando na frequência da energia do guia atuante, e começa a vir uma sensação confortável de paz.
É muito importante que o médium relaxe sua mente e corpo nesse momento, enquanto o guia está na aplicação do passe o consulente pode tranquilamente ir fazendo suas preces, ajudando ainda mais em toda troca energética, não se cobre tanto nesse processo, tenha tranquilidade, se concentre nas preces e orações, entrando na sintonia energética.
Infelizmente alguns processos não estão sendo realizados de forma adequada em alguns terreiros, muitos médiuns estão sendo introduzidos dentro de uma corrente espiritual sem antes passar por tratamentos e preparos adequados, e essa fase de equilíbrio é extremamente necessária para quando ele for de fato começar seu despertar consciencial (desenvolvimento mediúnico), um médium, eu costumo falar que ele deve passar por processos de higienização mental e corporal, assistir algumas palestras doutrinadoras, fazer limpezas energéticas com banhos e passes, para que ele fique o máximo em equilíbrio quando de fato for colocar sua roupa branca.
Equilíbrio gera harmonização e sintonia.
Passando por esse processo, ele futuramente será convidado pelo guia chefe a estar ingressando na corrente espiritual daquela egregora.
Na minha humilde opinião como sacerdotisa acho de suma importância conscientizá-lo primeiramente de sua posição dentro da casa. Dentre doutrinas e regras frisaremos as três questões abaixo:
Ele será um instrumento da caridade dos espíritos na terra, e não o próprio guia encarnado. Essa colocação vocês irão entender mais a frente o porque dela.
Ser médium não implica ter comunicação num estalar de dedos, com os espíritos quando bem entender e como entender, os espíritos superiores não estarão a sua disposição para o café da manhã se é que me entendem. Lembrando que nossos guias e mentores tem tarefas importantes e cruciais espirituais e não estarão a nossa disposição para motivos fúteis.
O bom médium não é aquele que tem maior facilidade com os espíritos, mas sim aquele que trabalha sua reforma moral e se sintoniza com os bons espíritos. Isso é primordial, um trabalho diário de conscientização e harmonização consciencial que todo médium deveria ter.
Lembremos também que no transcorrer de nossa trajetória mediúnica passaremos por processos que irão nos transformar como pessoas, porque estaremos em estágios de aprendizado contínuo de reforma íntima e espiritual.
Então vejam que o trabalho mediúnico não é para o outro somente, é principalmente para nós mesmos, nos enriquecendo com os ensinamentos e experiências e nos tornando pessoas melhores. O MÉDIUM SERÁ O GRANDE INSTRUMENTO DE RESGATE DE ALMAS, MAS A ALMA MAIOR A SER RESGATA É A SUA PRÓPRIA. FRISE-SE.
O DESLUMBRAMENTO:  Tenho observado esse aspecto como um grande problema hoje em dia, porque muitas vezes vem associado com a fantasia. O médium deslumbrado é aquele que não fala de outra coisa a não ser sobre os “seus” guias (SEUS?), sobre o terreiro, tudo para ele é algo fantástico, paranormal, se ouve um barulho diferente é o guia caminhando pela casa, se sonha é aviso, se acontece alguma coisa no serviço de errado, são espíritos nefastos querendo obsediá-lo, alguns médiuns nesse estágio inventam histórias que realmente acabam se tornando engraçadas de tão fantasiosas que são, já vi médiuns dizendo que foi plantar uma planta e seu caboclo estava ali todo sujo de terra escolhendo as sementes, outros que seu cosme vinha acordá-lo para trabalhar, outro que sua pombogira escolhia quem a pessoa deveria ou não namorar e ter um relacionamento, fora as supostas vidências, sensacionalistas, eu vi meu Ogum cavalgando com seu cavalo no meu quintal, você caro irmão (ã), poderá pensar … brincadeira né, infelizmente não é não, e se for alimentado tais deslumbramentos e ilusões o médium pode se caminhar para um fanatismo religioso, então o assunto é sério. Grande partes dessas supostas histórias são falsas, mas o médium acredita tão piamente no que criou em sua mente que para ele são reais.
O médium quando começa a dar tais sinais comportamentais, o dirigente responsável deve trazê-lo de volta a realidade, com doutrina e um bom diálogo, porque muitas vezes o médium age assim porque quer se sentir especial, isso é muito típico de médiuns novos, que querem mostrar aos irmãos de santo e ao dirigente o quanto seus guias são fortes e quanto sua mediunidade está aflorada e ostensiva. Um dirigente experiente lida com essas posturas com propriedade, mas deve tomar cuidado para que esse médium não se torne um problema perante seus outros irmãos de corrente, virando uma onda de fatos inusitados onde um tem algo mais sensacionalista para contar que o outro ou até mesmo virando motivo de chacota e piada. Nossos guias estão muitas vezes a nosso redor sim, mas cuidado para que a realidade não ceda lugar a histórias fantasiosas.
Uma outra observação, não utilizem o nome de seus guias para pendengas pessoais, não é bacana nem no mundo físico tais posturas imagina perante o mundo espiritual. Vamos ter condutas mais amadurecidas e responsáveis quando formos usar o nome de nossos guias e entidades. Eles merecem esse RESPEITO.
AMADURECIMENTO ESPIRITUAL, é extremamente necessário, para que esse médium também não vire motivo de chacota, deboche, não passe a ser desacreditado. Porque esse deslumbramento quando não coibido de forma correta, gera aqueles médiuns que não podem estar em um momento social, que acabam por fantasiar presenças espirituais onde não existem e pior alguns extremamente sugestionados acabam fingindo estar acoplados com espíritos em momentos não propícios como festas e eventos, é muito triste ver um médium se comportando assim, mas triste ainda é trazê-lo a realidade e perceber o desapontamento e a vergonha quando a ficha cai e o médium percebe que não fez um papel muito bacana. Detalhe, um guia sabe perfeitamente onde trabalhar e quando acoplar em seu médium não subestimem a INTELIGÊNCIA E SABEDORIA DE UM GUIA IDÔNEO.
“Apesar de você aparecer em forma terrena, sua essência é pura consciência. Você é o guardião destemido da Luz Divina.” RUMI: 
O médium com o tempo ele vai se centrando, vai se amadurecendo, e com o tempo passa a se sintonizar com mais perfeição com seus guias, até chegar numa etapa que já pode ser trabalhado mais efetivamente como um médium de trabalho ou médium passista.
Neste momento,  emoções controversas começam a surgir.
Fé, Amor e Evolução: Passe espírita” e o “passe Umbandista”: 
Quando é dado ao médium essa passagem de estágio mediúnico, logo vem outro sentimento A INSEGURANÇA, e o médium começa a pensar será que estou pronto? Será que não vou fazer asneira ou alguma bobagem? E se o meu guia falar algo que não acontecer e a pessoa vir e desacreditar nele e em mim? E se alguém desafiar meu guia?  Perguntas compreensíveis de um médium RESPONSÁVEL, que tem muito medo de errar e falhar com seus guias e com seu terreiro.
Porque um médium irresponsável, alienado, daqueles que não tem nem dois meses na corrente e já colocaram como passista, não se preocupa com isso em momento algum, para ele o importante é aparecer dar ibope. Vergonha alheia.
Essas e muitas outras perguntas caem na cabeça do médium como marretas, o dirigente vai trabalhando o médium nessa fase, quanto a segurança, motivando sempre o médium estar se preparando quanto a estudos, limpezas, energizações para que o instrumento esteja o mais afinado possível para que o bom músico possa tocá-lo.
Sabemos perfeitamente que todo esse preparo é de suma importância para um bom acoplamento, esse preparo facilita a junção energética com o espírito do guia, para que essa terceira energia seja a mais perfeita possível, sendo forte o suficiente para que o assistido tenha o melhor atendimento.
A palavra chave para essa etapa fora é claro maturidade é CONFIANÇA,  em si mesmo e em seu guia, SERIEDADE E RESPONSABILIDADE tendo plena consciência que estaremos lidando com sentimentos, vidas, e principalmente com a espiritualidade do outro, e isso é algo seríssimo. Uma palavra errada, mal colocada, pode desequilibrar a vida do consulente, então o médium deve ter muito cuidado e fazer de tudo possível para que seu acoplamento espiritual seja o mais perfeito possível.
Mas infelizmente alguns médiuns quando percebem que seus guias estão trabalhando bem, atendendo várias pessoas, começam a receber elogios quanto ao trabalho de seus guias, pessoas que vem e dizem que o guia a ajudou, que ela conseguiu uma benção etc, o médium se não se vigiar pode despertar A VAIDADE, ARROGÂNCIA, ORGULHO – o ego exacerbado pode levá-lo a achar que ele é quem está fazendo as graças acontecerem e não mais os seus guias, ou até mesmo enaltecer seus guias colocando os guias de outros irmãos e irmãs no terreiro como se tivessem abaixo dos seus, os desmerecendo, e isso é questão de tempo, gera conflitos, discórdias, fofocas, atritos, que poderiam ser facilmente evitados se tivessem sido observados por um olhar atento de um dirigente sensato e comprometido.
Outros simplesmente o fato de terem passado para passistas, se sentem SUPER IMPORTANTES, EGO INFLADO, e acabam voltando a estaca zero.
O Elogio ofertado para alguém que não tem sabedoria de o receber, é uma arma na mão do insensato. 
Tais atitudes pode levar a queda desse médium, porque seus próprios guias vendo tal comportamento podem para lhe ensinar questões de HUMILDADE  se afastar dele, e ele achando estar acoplado, passando até mesmo a mistificação, questão de tempo será desmascarado e desacreditado perante sua sociedade religiosa, mas essa e outras são as lições necessárias e duras que a espiritualidade proporciona a quem brinca com espíritos e mediunidade. E principalmente não sabe se colocar em seu devido lugar.
HUMILDADE, HUMILDADE, HUMILDADE está palavrinha tão importante e essencial na vida de um médium deveria ser bordada em seu uniforme branco, como lembrete para que o médium nunca desviasse de seu propósito primordial FÉ, AMOR, CARIDADE.
Vamos agora falar do médium comprometido, sério, aquele que se dedica de corpo e alma, no cumprimento de suas funções mediúnicas para o benefício de seu próximo, que toma seus cuidados diários para ser o melhor instrumento para seus guias.
Médiuns assim se dedicam em prol do amor ao seu próximo de corpo e alma.
Qual o médium que nunca sem querer acabou se envolvendo com o problema de um consulente? Ah… mas não pode fazer isso… Sim não pode, tem que ser evitado tal envolvimento. Mas sempre é possível? Não.
Qual foi o médium que nunca foi abordado após o trabalho por um consulente, sendo confundido até com o próprio guia? Muitos, ah mas não pode… MAS ACONTECE.
O MÉDIUM, ele não é um robô, uma máquina que não tem sentimentos, há casos que por mais que evite, ele acaba se envolvendo emocionalmente, se sensibilizando, e é nesse ponto que vamos tocar num problema muito comum, QUANDO OS MÉDIUNS SE SENTEM DEUS, o médium tem tanta fé, tanta crença em seus guias, que em algumas situações ele acha que pode consertar tudo, reformar tudo, salvar todo mundo, mas infelizmente quando isso não acontece, ELE SE FRUSTA aprendendo uma dura lição que por mais que seja um ótimo médium com excelentes guias, nem tudo ele vai conseguir ter um bom resultado, aprenderá que há leis espirituais que não podem ser rompidas, que mesmo que trabalhe muito, ore muito, nem sempre terá um bom resultado.
Aprenderá que terá situações que seus guias não irão poder intervir mesmo se tratando de si mesmo como seu instrumento, sim meus irmãos há situações que nossos guias não poderão intervir mesmo sendo para nós, porque mesmo o médium está sujeito as leis espirituais, ação e reação, causa e efeito, Semeadura, Merecimento, Retorno.
Nem sempre é fácil constatar isso não é mesmo? mas isso faz parte do trabalho de MATURIDADE ESPIRITUAL.
NÃO SOMOS DEUS, E NEM NOSSOS GUIAS O SÃO, E TODOS NÓS SOMOS INSTRUMENTOS DE UM PROPÓSITO MAIOR. MAS HÁ LIMITES ENTRE O CÉU E A TERRA, QUE SÓ DEUS PODE TRANSPOR.
Nem todas as pedras conseguiremos tirar do caminho do outro, algumas pedras serão pisadas, irão machucar os pés, mas só assim se aprende que elas podem machucar.
INGRATIDÃO:  Alguns médiuns batem no peito e dizem: “…eu sei lidar com a ingratidão…” alguns aprendem com a experiência e a maturidade, porque é um fel amargo de se beber que o outro nos oferece, mas ele só é amargo se o engolirmos, não se esqueçam.
Ingratidão nada mais é que o amor que não retornou, que não foi retribuído, que foi ignorado e esquecido.
Está ai uma das lições mais difíceis para o médium aprender em sua trajetória e saber controlar seu emocional, o de aceitar que o outro oferece o que o seu coração está cheio. Simples assim. Perdoando, esquecendo, desapegando e seguindo em frente, há ingratos mas há pessoas justamente ao contrário que tem corações transbordantes de fé, amor, gratidão e por elas já basta para seguir em frente. Se policiem, se vigiem, é fácil quando vemos a ingratidão sendo dirigida ao outro, quando ela vem em nossa direção, é ai que entra e somos testados quanto a nossa maturidade espiritual.
O homem que pratica o bem deve, pois, preparar-se para se ferir na ingratidão. Allan Kardec 
RAIVA E VINGANÇA:  aprendam essas duas não são boas conselheiras NUNCA, cuidado médiuns a quem muito  foi dado a muito será cobrado, a magia é uma faca de dois gumes, se utilizardes de seus dons para o mal, irá pagar e irá sentir o gosto amargo da Lei do Retorno. Antes de fazer qualquer coisa contra seu semelhante, contra seu inimigo, pense e priorize sua alma primeiro, ela vale mais que seu inimigo então não a perca se sintonizando no mal. Pense nisso. Quando alguém lhe fizer muito mal entregue nas mãos do Pai Maior primeiramente e verá que sua defesa será sua fé, seus guias nunca deixaram descoberto em dias de frio. Mas haja de acordo com a Lei Sagrada de Umbanda.
Não pratique o mal: 
Lembre-se que o maior escudo de um médium é ele se sintonizar nas forças da FÉ, DO AMOR E CARIDADE, se vistam com essas três roupagens, que vocês irão ver que seus inimigos nem o enxergarão, porque a luz do médium da luz cega quem está nas trevas.
VELHICE, SOLIDÃO E DESAMPARO:  Está ai uma fase difícil, quando o médium envelhece, muitas vezes já não está tão atuante, e acaba sendo esquecido pela sociedade religiosa que ele ajudou a construir. Muitos irmãos e irmãs acabam ali abandonados por seus filhos no santo, que se alimentaram de seus conhecimentos e doutrinas e hoje com seus terreiros abertos nem lembram mais de seus pais e mães no santo, e isso é muito triste. Na nossa sociedade religiosa Umbandista nossos velhos devem ser reverenciados, respeitados, mostrando  seriedade e comprometimento, respeitando nossos anciões estaremos fortalecendo nossa história, nossa egregora espiritual, nossas raízes. Não precisa de muito, eles não querem ostentação, apenas uma frase: A benção meu pai, A benção minha mãe, estava com saudades, hoje eu vim te dar um abraço e dizer o quanto Te Amo e quanto você foi importante na minha trajetória, na minha vida.
De tudo um pouco…: 
UM BOM FILHO SEMPRE SERÁ UM BOM PAI.
Espero que esse texto ajude a trazer maiores esclarecimentos aos nossos irmãos e irmãs, que os novos entendam que tudo na Umbanda são etapas, fases a serem percorridas e vencidas, não as pule, todas são necessárias e importantes, e que os mais velhos se encorajem e que tenham paciência e amor pelos mais novos.
QUANDO O MÉDIUM SE COLOCA APENAS EM SER ÚTIL A SEU PRÓXIMO, PRESTANDO A CARIDADE QUE A ESPIRITUALIDADE E MEDIUNIDADE LHE CONCEDE, SE TORNA SOLO FÉRTIL PARA A SEMEADURA E COLHEITA DE BONS FRUTOS.
Que nosso Pai Oxalá abençoe a todos.




JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...