domingo, 16 de maio de 2021

UMBANDA, VISÃO DA MORTE

Historicamente podemos entender ciência e a religião como antagônicas… Eu acredito que o verdadeiro sentimento religioso é o mais forte e nobre incentivo à pesquisa científica” (Albert Einstein)

Quando falamos sobre a morte, é importante compreendermos como cada indivíduo, como a sociedade em que ele está inserido e como a religião que ele professa, a compreendem. A crença religiosa professada pelo indivíduo é muito importante, pois é por meio dessa crença que ele fará a interpretação deste advento.

Dando continuidade aos posts sobre a compreensão da morte em determinadas religiões, abordaremos neste post a Umbanda. Exploraremos como os fiéis dessa religião se relacionam com a realidade da morte. Buscaremos compreender o significado de seus rituais, uma vez que estes diferem da maioria das religiões de cunho cristão.A

A Umbanda é uma religião brasileira fundada há mais de 100 anos, no estado do Rio de Janeiro.

Umbanda deriva do termo “quimbundo” (angolense) que quer dizer curandeiro. O marco inicial da Umbanda é a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Morais, em 1908, diferenciando-a do Espiritismo, dos Cultos de Nação e Candomblé. Portanto, é uma religião sincrética que absorveu conceitos, atitudes e princípios cristãos, indígenas e afros, pois estas três culturas religiosas estão na sua base teológica e são visíveis em suas práticas. Nos dias atuais a Umbanda possui várias ramificações como, por exemplo, Umbanda Popular, Branca, de Caboclo e Sagrada.

A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso. Contudo, a Umbanda prega que as divindades de Deus (os Orixás) são seres divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos dos espíritos e tem neles um dos seus fundamentos religiosos. Os Caboclos são as entidades mais importantes por se tratarem de verdadeiros guias que orientam e conduzem os fiéis.

O culto umbandista é realizado em templos, terreiros ou centros apropriados para o encontro dos praticantes onde entoam cânticos e fazem uso de instrumentos musicais como o atabaque. O culto é presidido por um chefe masculino ou feminino. Durante as sessões são realizadas consultas de apoio e orientação a quem recorre ao terreiro, práticas mediúnicas com incorporações de entidades espirituais e outros rituais.

A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de Orixás. Na Umbanda, as oferendas se caracterizam por flores, frutos, alimentos e velas como reverência às divindades. A fé é o mecanismo íntimo que ativa Deus (Olorum), suas Divindades e os Guias Espirituais em benefício dos médiuns e dos frequentadores dos seus templos.

A Umbanda não acredita em um céu ou num inferno, como nos cultos católico, judaico e muçulmano, mas sim que há regiões umbralinas, onde o espírito é recolhido para purgar os seus crimes, e uma vez arrependido dos mesmos, é então enviado a outras regiões onde possa evoluir espiritualmente. Após um período, que varia conforme cada caso, ele pode então reencarnar, a fim de resgatar, suas faltas, e progredir. A Umbanda acredita na reencarnação, onde através de sucessivas vidas em um mesmo ou outro orbe, vamos evoluindo espiritualmente, ao mesmo tempo que colaboramos para o aprimoramento de toda a criação divina. Os umbandistas chamam alma quando o espírito habita o corpo de carne, e espírito quando perde este envoltório.

Na interpretação da Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, e este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumulada durante a passagem no corpo físico. A Umbanda tem na cerimônia fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos. Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após a morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores.

Para compreendermos um pouco sobre os ritos de passagem da Umbanda, eu tive a honra de entrevistar a Tradutora Mãe Dinan Sátyro, Sacerdote da Umbanda Sagrada, sobre questões que permeiam este tema. Abaixo seguem os principais pontos da entrevista.

Como os umbandistas compreendem a morte? Qual o seu significado?

Entendemos a morte como um retorno do espírito à pátria espiritual. Significa que nossa missão nesta encarnação se encerrou.

Quais são os rituais de passagem do mundo material para o mundo espiritual?

Pai Omulú (senhor da morte) corta o cordão de prata que liga o corpo material ao corpo espiritual, quando então há o desencarne. O desencarnado é conduzido ao Pai Obaluaiê (senhor da evolução), que direciona o espírito a passar então por um portal de luz, onde irá reviver suas obras durante esta encarnação na Terra, e será julgado pelas mesmas.

O funeral umbandista é dividido em duas partes. Quais são?

A Umbanda tem o seu ritual próprio de funeral, que muda de um terreiro para outro. De forma geral, há a purificação do corpo com incenso, água sagrada e óleos. O corpo do desencarnado é ungido com óleos apropriados para que se crie uma aura positiva protegendo-o, e na urna funerária são traçados símbolos mágicos de proteção espiritual.

Antes do enterro ou cremação, o sacerdote pronuncia algumas palavras de conforto a todos os que estão no velório, e também sobre as virtudes do umbandista desencarnado. Após o túmulo ser coberto de terra e as flores serem depositadas sobre ele o sacerdote ministrante deve cerca-la com pemba ralada criando um círculo protetor a sua volta, e deve acender quatro velas brancas, uma acima da cabeça, um abaixo dos pés, uma do lado direito e outra do lado esquerdo formando uma cruz.

Qual o papel e a importância do Orixá Omulú?

Pai Omulú é o “senhor da morte”, aquele que rege os cemitérios, guardando para Olorum todos os espíritos caídos, que fraquejaram.

Os umbandistas acreditam em reencarnação?

A Umbanda admite a reencarnação, com o mesmo significado do Espiritismo de Allan Kardec, como um retorno do espírito à verdadeira pátria.

Os adeptos da Umbanda podem ser cremados?

O desencarnado umbandista pode ser cremado ou enterrado, pois seu verdadeiro ser, o espírito, não mais habita aquele corpo de carne.

Dentre os rituais ligados à morte o que os familiares fazem com os pertences da pessoa que morreu?

Os elementos que o umbandista usou em vida durante os rituais religiosos, como as suas guias, podem ser depositadas junto ao seu corpo no caixão. Ou depositados em outro local, conforme orientação do sacerdote responsável pelo terreiro que ele frequentava.

Como é vivenciado o processo de luto pelos familiares e amigos?

O luto dos familiares e amigos é o mesmo que o de qualquer outra religião, com dor pela perda, porém sem revolta, lembrando que o espírito é imortal, e que assim como nosso Criador Olorum, nunca tivemos início e nunca teremos fim. E nos reencontraremos na pátria espiritual, ou em alguma outra reencarnação.

Compreender a linguagem simbólica das religiões de tradições afro-brasileiras é de suma importância para que possamos oferecer um melhor cuidado aos nossos pacientes, principalmente os pacientes que estão em final de vida.


Saravá!


sexta-feira, 14 de maio de 2021

CONVERSANDO SOBRE A UMBANDA!

Umbanda é prática da Caridade. Mas Caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também Esclarecer.
E a Umbanda para isso, coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a nossa disposição. Nós umbandistas temos o dever de repassar essas ferramentas, de fazer com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as “mirongas de Umbanda”, mas de forma simples e prática, devemos também repassá-las para que a assistência para que ela também se beneficie, quebrando sua dependência em relação aos guias.
Umbanda é Esclarecimento. Pois ela também nos Esclarece em relação ao mundo espiritual, as leis karmicas, de afinidades, a respeito dos Orixás e da família espiritual de cada um e do nosso papel perante todas essas diversidades.
Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento pessoal de cada um, pena que a maioria dos umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos e com a manifestação física, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista para sua doutrina que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.
As pessoas insistem em ficar culpando a espiritualidade por suas condições pessoais, buscando jogar a culpa nos “Diabos”, mas esquecem que o verdadeiro “diabo” não é rabudo e nem tem chifres. Não é vermelhinho, nem anda com tridente algum. No entanto, espeta como ninguém, principalmente quando usa a auto-culpa das pessoas como meio comum para suas estocadas ocultas.
O verdadeiro diabo não é ostensivo, pelo contrário, é discreto demais, mas é radical em seus propósitos. Ele age na calada oculta do ego, sempre estimulando as reações extremadas, mesmo aquelas disfarçadas de causas justas, ou aquelas revestidas de aparente raciocínio crítico. Ele gosta dos corações empedernidos no ódio e das mentes ressequidas de orgulho.
O verdadeiro diabo não criou inferno algum, pois ele já o encontrou plasmado dentro das pessoas cheias de medo e culpa. E, para sua própria surpresa, descobriu que o tal inferno não é um lugar, mas um estado de consciência, mantido pelas próprias pessoas. E ainda mais: descobriu que ali não é quente, pelo contrário, é um clima sombrio e frio, sem o calor da luz e sem o viço da alegria.
Pois é, o inferno é um estado de consciência, e o diabo não é uma entidade maléfica à parte do ser humano, nem mesmo um ser criado por Deus. Não mesmo!
O verdadeiro diabo se chama IGNORÂNCIA, e as pessoas o adoram, principalmente os fundamentalistas de qualquer área, seja religiosa, técnica ou espiritualista, que simplesmente são os seus maiores divulgadores.
Esse é o diabo que precisa ser exorcizado dos homens: a ignorância em qualquer de suas manifestações.
Cuidado pois a SABEDORIA pode também se tornar ignorante. È isso mesmo a majestosa sabedoria, que é o acúmulo de conhecimentos vivenciados, através de uma nova personagem que é a VAIDADE pode se tornar sim ignorante.
O Poder da vaidade é tamanho que quando iniciamos em uma nova trajetória de conhecimento e chegamos num determinado momento dessa aprendizagem, começamos a pensar se devemos continuar e desvendar os objetivos daquele ensinamento ou se não já sabemos o suficiente e devemos parar.
Mas qual é o papel da vaidade senão proteger-nos de uma sabedoria que, se atingida, nos dará a capacidade para reconhecê-la, transferindo para nosso consciente o saber de como reconhecer atitudes de pura vaidade, tanto as nossas e quanto as das outras pessoas.
Não subestime sua vaidade! Na maior parte do tempo acreditamos que a controlamos ou mesmo que não a possuímos. Mas o que é isso senão a vaidade de não nos vermos como pessoas soberbas.
Quando somos obrigados a abandonar algo, que reconhecemos como fonte de algum prazer, alegando, por exemplo, que não temos interesse, é a vaidade novamente salvando-nos, ao satisfazer o inconsciente com a falsa percepção de que não carecemos desse prazer e, por isso, não continuamos adiante. Nesse momento, a vaidade troca a batalha da sabedoria que nos impulsionaria a encontrar formas para atingir aquele prazer, direcionando-nos diretamente para as glórias da ignorância que nos permite “imaginar saber” como seria desfrutar daquele prazer.
Mas, ter sabedoria é bem diferente de obter informação, pois, enquanto a informação se resume em quanto conteúdo que alguém pode assimilar sobre um determinado assunto, mesmo sendo este conteúdo fruto a sabedoria do outro; a sabedoria, na realidade, representa o processo psíquico que organiza de forma racional qualquer fato, acontecimento, informação ou pensamento, permitindo que nós mesmos reconheçamos seu conteúdo, e o colocamos em prática no nosso dia-a-dia.
Por sua vez, a ignorância é bem diferente de desconhecimento, pois, enquanto o desconhecimento representa apenas tudo àquilo que ainda não foi vivenciado ou apreciado por nossa razão, incorporando-se ao nosso inconsciente como conhecimento ou enquanto forma de saber; a ignorância é a consciência que temos da ausência do conhecimento.
Mas o que a vaidade tem a ver com tudo isso?
A vaidade surge em nossas vidas ainda na infância, quando passamos a ter a percepção de nós mesmos e com o tempo, enquanto evoluímos, ela evolui também. O problema é que a vaidade pode evoluir mais, ou menos, que nós mesmos evoluímos enquanto seres humanos e de forma “independente”, posto que a vaidade é fruto de nossa “psique”.
Ficou confuso! Mas, é isso mesmo! A vaidade evoluindo mais ou menos que nossa personalidade (nós mesmos), sempre influenciará nossas atitudes e, por ser “independente”, subjuga nossa sabedoria ou desperta nossa ignorância, evitando, assim, que atinjamos o saber, e passamos a barganhar com nós mesmos ofertas de um pouco de conhecimento ou algo que nos dê prazer.
Assim, a IGNORÂNCIA é a prisão da SABEDORIA e a VAIDADE sua fiel sentinela.
Então, esse é o momento de adquirir conhecimentos para transformar as experiências da vida em sabedoria, para assim vencer a ignorância e desfrutar de todo prazer que puder obter. Não desista ainda, pois se você chegou até aqui é porque seu inconsciente (sabedoria) está interessado em evoluir e, assim, poder tirar suas próprias conclusões com base no conhecimento (do saber) vencendo a ignorância (do desconhecimento).
Acredito que agora você já esteja conseguindo identificar a diferença entre possuir uma informação e ter conhecimento.
Quem nunca presenciou debates onde os participantes buscam primeiro defender seus pontos de vista de modo a sobressair aos do outro! Onde está o debate em torno do tema?
O que vemos aí é apenas a vaidade de cada um que, escondendo a ignorância, luta com os mais ardentes argumentos para que suas informações (desconhecimentos) não sejam vistas como inverdades (ignorância).
Infelizmente, nós criamos o hábito de valorizar, por pura vaidade, aqueles que, de alguma forma, mesmo que reprováveis, conseguiram alguma posição ou prestígio social, e quando fazemos isso, não nos damos conta de que nosso próprio esforço, conhecimento, realizações, etc, somente terão o reconhecimento merecido quando, de alguma forma, estivermos de outro lado, em igual situação.
Devemos aprender a valorizar o saber, o conhecimento. Um sábio acaba frustrando nossa vaidade, pois nos obriga a pensar para chegar às nossas próprias conclusões, mesmo com o risco de fracassar, ao passo que o ignorante apenas afirma o que já sabemos, dando-nos a falsa impressão de possuir tanto saber quanto ele, não nos acrescenta nada, mas acabamos nos sentindo valorizados. Vaidade, vaidade, vaidade… tudo é vaidade.
Lembre-se: Tem coisas que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida ou a situação possa ajudar a mudar.
A Umbanda está cheia de milagres e encantos, cheia de exemplos de superação, simplicidade e humildade. Mas esses milagres e encantos, esses exemplos são simples, acontecem a todo o momento, que acabamos por banalizá-los e não os percebendo. Faz-se necessário que deixemos nossa vaidade de lado, acabando com a ignorância, para que assim possamos seguir rumo a evolução proposta pela UMBANDA.
Então, escute, ouça, sinta… Seja um com Ele! Nisso reside todo Mistério.

Que Oxalá nos abençoe!




segunda-feira, 10 de maio de 2021

INCENSO, SAIBA COMO UTILIZÁ-LO

Mesmo sabendo como utilizar incensos, CONSULTE SEMPRE SEU MENTOR ESPIRITUAL... não se esqueça!


Usados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajuda o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores.

Existem no entanto alguns incensos e juntamente com eles suas funções astrais. São eles:

ALMISCAR.. Para favorecer os romances;

BENJOIM ... Para proteção e limpeza;

JASMIM ..... Para o amor;

LARANJA ... Para acalmar alguém ou ambiente;

LOTÚS ...... Para paz e tranqüilidade;

MADEIRA .. Para abrir os caminhos;

SÂNDALO .. Para estabelecer relação com o astral.

MIRRA ...... Incenso sagrado usado para limpeza, após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço;

LEMBRE-SE:

Todo incenso deve ser usado com cautela nunca em demasia como fazem algumas pessoas e deve ser sempre dirigido a alguma causa. Não deve ser utilizado simplesmente por usar, por nada ou sem motivo, deve sempre ter um dono que o receba e que tenha seu nome pronunciado no momento do pedido. Mantém um poder grande de evocação espiritual e astral e não deve ser usado tão somente para perfumar ambientes ou sem causa porque sempre estaria alcançando uma egrégora qualquer com a vibração que provoca e que está quieta em seu lugar.

O incenso tem o condão de atrair energia de toda espécie e dos dois planos, negativo e positivo, tem força de ritual e de alimento também, tem força de rejeição ou de atração dependendo do patamar alcançado e da situação especial de quem as ascende.

Seu uso ou o que emana no mundo imaterial chega a ser disputado quando não pertence a ninguém que o esteja recebendo, podendo muitas vezes provocar visitas ansiosas por novos incensos a serem utilizados.

O uso inadvertido ou pouco conhecido de determinados instrumentos destinados, regra geral a rituais, consagrações e outros tantos motivos, não é aconselhável. Fato que nos leva à necessidade de orientação, pesquisa e instrução à respeito. As coisas que por vezes nos parecem muito simples e que por qualquer motivo nos faz um aparente bem, mas que não esteja dentro de nosso domínio de conhecimento, requer maior atenção e aprendizado.

Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferência ou de sua necessidade naquele momento. Regra geral, o incenso mantém sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito.

Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações, o incenso que deve acompanhar deverá sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento, sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.

Quando se pretender que alguma coisa, objeto ou ambiente seja bem energizado, ou mesmo se tratar de alguma consagração de algum instrumento utilizado por eles, e for feito sem a participação efetiva do cigano ou cigana e com a devida autorização, pode-se usar o incenso de ópio ou mesmo sândalo, se nenhum foi indicado.

INCENSO - E A SUA FINALIDADE

AÇAFRÃO Desenvolve a liderança e atrai a prosperidade;

AGNI Purifica o ambiente e a aura. Alivia o stress e restaura a energia física.aumentando a vitalidade;

ALFAZEMA Harmonia e entendimento para o casal;

BENZOIN Dissipa as tensões e protege o ambiente;

BUQUÊ DE FLORES Estimula o amor e promove o bem-estar;

CANELA Boa sorte no amor e nos negócios;

CÂNFORA Purifica e restaura as energias;

CHAND Relaxa, seduz e estimula a sensualidade;

CINNAMON Elimina bloqueios emocionais e psíquicos. Atrai prosperidade

no mundo físico. Aumenta a vitalidade;

CLOVE Afrodisíaco. Estimula a coragem e a autoconfiança. Aumenta a

concentração e a memória;

CRAVO Fortalece o bem-estar e o amor;

FLORAL Relaxa e favorece a meditação.

GOLD STATUE Desperta a compaixão e reforça a confiança;

GREEN APPLE Promove sono profundo e reparador;

JASMINE Reacende o amor e estimula a autoconfiança;

KASTURI Estimula a coragem e a determinação;

LÍRIO DO VALE Resgata os amores perdidos;

LYRICS Reequilibra as emoções, afastando o sofrimento;

MAAYA Promove a concentração, favorecendo os estudos;

MANJERICÃO Calma e serenidade em sua vida

MEL Acalma e purifica o ambiente;

MIRRA Elevação espiritual e positividade;

NUTMEG Atrai dinheiro, vitalidade e prosperidade;

OLÍBANO Purifica corpo, mente e espírito;

OLÍBANO PADMINI Purifica corpo, mente e espírito;

PACHOULI Afrodisíaco, estimula os relacionamentos verdadeiros.

Afasta o mal, a ansiedade e a depressão;

PADMINI AZUL Força de vontade e determinação em todos os seus empreendimentos ;

PADMINI CHANDAN Refina pensamentos, emoções e atitudes. Recomendado p/ acompanhar

meditações e estudos religiosos;

PAKEEZAH Defumador completo indiano, remove a negatividade;

PEACH Combate a ansiedade e promove a paz.

POEM Desperta romantismo e a alegria de viver;

ROSA AMARELA Desperta a alegria e reforça as amizades;

ROSE Inspira o amor e harmonia;

ROSEMARY Purifica a mente e o coração, combatendo a negatividade;

SÂNDALO Renova a saúde e atrai boas energias;

SPIRITUAL GUIDE Atrai bons conselhos, auxiliando na meditação;

SURYA Renova as energias e aumenta a criatividade;

TANGERINE Combate a depressão, estimulando a disposição física;

TULSI TRIA Afasta as energias negativas. Combate a solidão. Promove a

harmonia e o entendimento entre os casais;

VIOLETS Desperta desejos, sedução e prazer;

YLANG YLANG Afrodisíaco poderoso, traz inspirações e habilidades para o amor.

PADMINI

EQUILÍBRIO E HARMONIA

ACÁCIA Equilíbrio e bons fluidos nas amizades;

ALECRIM Protege de magia, acalma e cura;

ALFAZEMA Acalma e favorece o entendimento entre os casais;

ANJO DA GUARDA Protege, governa e ilumina;

ARRUDA Contra inveja e mau olhado;

CHAMA VIOLETA Afasta a negatividade, traz realização;

CONTRA INVEJA Defende das vibrações negativas;

EUCALIPTO & CITRONEL Limpa, traz alegria e serenidade;

EVEREST Afasta o mal, traz sorte, energia e poder;

FENG SHUI Harmoniza seu lar e escritório;

GARDÊNIA Paz e proteção no amor e nos negócios;

GERÂNIO Atrai sorte e assistência espiritual;

GUINÉ Quebra feitiço e mau olhado;

INCENSO DO MAGÔ Sal, cânfora, mirra e olibano;

LAVANDA Acalma e alivia as tensões da vida cotidiana;

PAZ Combate as vibrações negativas;

RELAX Promove a paz e o bem-estar;

ROSA BRANCA Tolerância, paz e compreensão.

SAÚDE E CURA

ALOE VERA Estimulante psíquico, calmante e curativo;

ÂMBAR Atrai harmonia, energia sexual e saúde;

BAUNILHA Produz bem-estar, atrai amor e afeição;

CAMOMILA Acalma e atrai bom fluidos;

CAPIM LIMÃO Animo, proteção e descarrego;

ERVA DOCE Estimulante, atrai amor e boa sorte;

ERVAS Energia, limpeza mental e espiritual;

MAÇÃ VERDE Beneficia a saúde, o prazer e a intimidade;

MUSGO Esquenta paixões, traz entusiasmo e virilidade;

OPIUM Estimula a intuição e a criatividade;

PINHO SILVESTRE Cura, fortalece e purifica.

ESPIRITUALIDADE E MEDITAÇÃO

AÇUCENA Abre o canal com Deus e estimula a pureza;

ÁNGELICA Atrai a proteção do anjo da guarda;

BÁLSAMO Ajuda na meditação e fortalece a paz interior;

CAPIM SANTO Traz tranqüilidade e revitaliza a alma;

FLORES DO CAMPO Desenvolve o desapego e a liberdade;

LÓTUS Vida longa, espiritualidade e energia;

MIRRA Cria uma atmosfera de prece e oração;

PROTEÇÃO ESPIRITUAL Fortalece a fé e a bem-aventurança;

SÂNDALO União com a essência divina, equilíbrio e proteção;

ZEN Favorece o equilíbrio e a harmonia;

ÍNDIA BRASIL

KAMA SUTRA Prazer e perfeição no amor;

KRSHNA Força, realização e espiritualidade;

LUA Sonhos, romance e realização;

LUA CIGANA Magia, alegria e sensualidade;

MADEIRAS DO ORIENTE Combate o medo, traz segurança e paz;

MEL DA ÍNDIA Felicidade, harmonia e boa fortuna;

ROSA VERMELHA Desperta o amor e a sensualidade;

ROYAL SANDAL Atração, romantismo e riqueza;

SANDAL SUPREME União com a essência divina, equilíbrio e proteção;

SOL Brilho, poder e alegria;

TAJ DO ORIENTE Favorece o encontro com a alma gêmea.

PROSPERIDADE E RIQUEZA

ABRE CAMINHO Força, liderança e autonomia;

CANELA Traz sorte no amor e nos negócios;

CEDRO Dignidade, honra e riqueza;

CRAVO Afasta o mal e traz ganhos materiais;

ESTRELAS Atrai lucro, vitória e poder;

MADRESILVA Desperta a intuição e atrai riquezas;

MENTA Renova a energia pessoal e atrai boa sorte;

NOZ MOSCADA Fortalece a energia pessoal e atrai dinheiro;

SUCESSO Atrai fama, poder e dinheiro;

TRAZ DINHEIRO Prosperidade em abundancia.

AMOR E SEDUÇÃO

ABSINTO Criatividade, intuição e sensualidade;

ALMÍSCAR Estimula a sexualidade e a auto-confiança;

AMOR-PERFEITO Transforma sonhos em realidade;

CANELA Traz sorte no amor e nos negócios;

CHOCOLATE E PIMENTA Aumenta a auto-estima e fortalece a sexualidade;

CUPIDO Atrai a pessoa amada;

DAMA DA NOITE Estimula o romance e a sensualidade feminina;

JASMIM Remove perturbações e melhora as relações amorosas;

MORANGO Aumenta a vitalidade e a sensualidade;

SEDUÇÃO Mistério, intensidade e sensualidade;

VIOLETA Afasta o mal e aproxima os amantes.









quinta-feira, 6 de maio de 2021

UMBANDA, FUNDAMENTOS...

Olha irmãos, não é a intenção desse texto restringir a Umbanda a crenças particulares, mas sim levar ao conhecimento de todos, Umbandistas ou não, os fundamentos básicos existentes nas mais variadas formas de se ritualizar a Umbanda. Aqui iremos discorrer sobre conceitos que permeiam a religião e que estão intrinsecamente ligado aos seus fundamentos.

SOMOS REENCARNACIONISTAS
Acreditamos que mesmo após a morte do corpo físico nesse plano, nosso espírito continua vivo e pode voltar a encarnar em algum outro momento.
Somos espíritos que encarnamos e reencarnamos muitas vezes e em diversas culturas. Em uma vida você foi branco, negro, brasileiro, europeu, americano, foi índio em determinada tradição e isso está ali na palavra do Caboclo das Sete Encruzilhadas do dia 15 de Novembro de 1908:

“Se é preciso que eu tenha um nome, me chame Caboclo das Sete Encruzilhadas. O que você está vendo são reminiscências de outra vida em que eu fui Frei Gabriel de Malagrida, que fui queimado na Santa Inquisição por haver previsto o terremoto de Lisboa”, Caboclo das 7 Encruzilhadas. Somos reencarnacionista na base do discurso do Caboclo.

MEDIUNIDADE
A Umbanda é uma religião mediúnica, ou seja, entendemos que a comunicação com outros planos se dá por meio de sentidos sensoriais ao qual considera-se que todo mundo possua. Esses sentidos podem ser vividos de diversas formas como a psicografia, a psicometria, a clarividência, vidência dentre outras, sendo a mais comum aos terreiros de Umbanda a mediunidade de incorporação.

MANIFESTAÇÃO DOS ESPÍRITOS
Consideramos a mediunidade um precedente na religião e nessa comunicação contemplamos a presença dos guias espirituais – espíritos humanos que atuam na Umbanda por amor e têm como propósito a promoção do bem e da caridade espiritual.
De Caboclo à Pombagira na Umbanda, só se pratica único e exclusivamente o bem.

A UMBANDA TEM BÍBLIA?
Não faz parte do rito umbandista a crença em uma escritura sagrada. O sagrado para a Umbanda está na Criação. A natureza é o sagrado.. os animais, as pedras, as águas, as matas, o espaço, nós somos o sagrado. É no convívio e no respeito com a criação que aprendemos o que norteia nossos princípios, porém, não temos uma cartilha descrevendo como fazer isso.

RELGIÃO SEM DOGMAS
Não temos um livro sagrado e tampouco dogmas ou regras de comportamento a se seguir. A Umbanda é uma religião de liberdade e isso pode ser visto, no simples fato de cada terreiro ter e desenvolver seu trabalho espiritual resguardando-se em suas particularidades. Cada terreiro assim como cada gira são únicos, toda visita a uma casa de Umbanda é uma nova experiência, que não se repete e nem se iguala as outras manifestações.

Mas atenção: não ter dogmas não significa que nessa estrutura não exista fundamentos e princípios que dão sentido a religião, mas sim que o que orienta (além dos seus ritos) a prática umbandista são regras claras e básicas de bom senso, de respeito ao próximo, de lucidez, de zelo à saúde mental, emocional, espiritual e física de nós mesmos e ainda a vida plena pautada nos princípios do amor em todas nossas ações e conduta.

Temos nossos próprios ritos, mas não vivemos engessados em regras comportamentais e ditatórias, onde nas palavras de Pai Alexandre Cumino “a moralidade que você mostra é mais importante do que a ética que você tem”. A liberdade é o dogma mais difícil a se seguir, Pai Rodrigo Queiroz.

ÚNICO DEUS
A Umbanda é uma religião monoteísta, depositamos nosso culto e reverência a apenas um Deus que pode ser chamado de nomes diferentes dependendo do terreiro, mas que sempre será representado por uma só manifestação.

Um dos nomes mais comuns são Olorum, em outras vertentes pode-se encontrar Tupã, Zambi ou Olodumarê, por isso para o Umbandista Deus é o Divino Criador, a grande Consciência Cósmica que dá origem a tudo e a todos e está em tudo e em todos, inclusive nos Orixás e em nós.

ORIXÁS
Na Umbanda também presta-se o culto aos Orixás, que de uma maneira muito simplificada são as qualidades de Deus individualizadas e manifestadas por meio dessas divindades. Os Orixás cultuados na Umbanda não são os cultuados no Candomblé ou nas religiões africanas, partilhamos de nomes, humanizações e simbolismos dos considerados Deuses Orixás do panteão africano, entretanto, para nós Ogum, Iansã, Oxóssi, Xangô…dentre outros são, cada um deles, um aspecto de Deus e não O Deus maior.

SINCRETISMO
Como dito anteriormente as divindades/Orixás como a essência de Deus manifestam as qualidades individualizadas do Criador e é por isso que quando pedimos por justiça por exemplo, rezamos a Xangô.

A energia que advém dele é diferente dos outros Orixás e suas vibrações trabalham no sentido do equilíbrio da vida, porém, todas essas vibrações têm origem na essência divina do criador, portanto são em si uma das “faces” de Deus.

O mesmo acontece em outras culturas e religiões que possuem diferentes representações para cada qualidade de Deus.

Por isso, a mesma divindade e/ou qualidade ao qual nós chamamos de Oxum vai se manifestar quando o católico ou o umbandista clama pelo amor que irradia de Deus. A benção pode ser solicitada em frente a uma imagem de Maria ou apenas diante de uma vela, mas a vibração sentida é a do mistério, que corresponde ao amor que emana de Deus e que para nós é Mamãe Oxum.

Entendemos Deus como único e presente em todas as manifestações de fé, porém, cada uma delas vai personificar essas manifestações de uma forma.

ORIGEM DA VIDA
Da onde viemos? A Umbanda explica isso também?
O conhecimento transmitido pelo Senhor Ogum Megê Sete Espadas da Lei e da Vida por meio da canalização de Pai Rubens Saraceni traz a nós a fundamentação da Gênese Umbandista que é a nossa explicação sobre a origem de todas as coisas. E essa forma de entender o universo, os universos, dimensões e tudo o que existe por entre as realidades encontra relação nas pesquisas desenvolvidas pela ciência moderna.

Nesse contexto consideramos os estudos do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking com A Teoria das Supercordas, onde a explicação sobre os fios energéticos (que não necessariamente são um tipo de energia elétrica ou nuclear) que vibram em infinitas frequências originando diferentes partículas, esbarram nas considerações feitas por meio de Pai Rubens Saraceni quando ele explica que a criação tem origem em fatores emanados de Deus, que vão se transformando até se tornar em uma onda energética elementar.

Essa onda seria a hereditariedade do ser, a origem da vida e de tudo o que nos permeia.

JESUS NA UMBANDA
Na Umbanda, mais precisamente na vertente que adota os estudos de Pai Rubens Saraceni, Jesus é uma divindade fatorada (recebeu de um Orixá a sua qualidade divina) por Oxalá. E assim podemos dizer que Cristo histórico é um filho de Oxalá.

Jesus na Umbanda é a luz solar, é a moral, o norte comportamental, a história de vida em qual nós podemos nos espelhar. São as manifestações de amor de Jesus que nos interessa e por isso que na grande maioria dos terreiros ele está representado de braços abertos e no lugar mais alto do Congá.

É a fé – mistério dessa manifestação – que justifica a existência de tudo. A partir do momento que você deposita fé em algo ela se torna realidade, por isso, dentro dessa hierarquia o mistério (fé) que a representação de Jesus emana está no alto e em primeiro lugar também nas 7 linhas de Umbanda.

Jesus portanto não é um ser humano que encarnou e reencarnou diversas vezes até atingir esse grau de evolução, como acreditam algumas crenças espíritas, mas uma divindade que se humanizou para usufruir da vida em terra.

Não é Oxalá Maior, mas um ser de outra natureza e realidade que se materializou e veio a esse plano e este sim podemos dizer que em missão, de trazer seus ensinamentos e legado ao qual a Umbanda reconhece e reverencia.



segunda-feira, 3 de maio de 2021

XANGÔ BARÙ, IGBARÙ OU ÒBÁ BARU

Òbàrú é o General dos Exércitos de Sàngó. É o Guerreiro que faz emboscada em Sòbòàdàn.

Barú é uma qualidade de Xangô arredia e agressiva. Representa o lado guerreiro, conquistador, o aspecto da liberdade real e potencial bélico dos reis.

Ele sendo o General dos Exércitos do Òbà ( Rei ) ele possui assim como Àìyrá o Titulo de Òbà Kànkànfò.

Ligado ao elemento fogo sobre fogo, à vida, ao dinamismo e ao prosseguimento espiritual e material.

Considerado um caminho de Xangô extremamente raro, jovem, quente, impulsivo, intimamente ligado à Ogum Mèjè e a Exú.

Responde nos Odus: 

12 (Ejilaxeborá), 1 (Okanran), 6 (Obará) centralmente, 11 (Owárin), 3 (Etaogundá). Todos os odús com ligações com Xangô, Exu e Ogum.

É um Orixá que deve ser muito apurado para se apresentar num jogo, por isso facilmente confundido com Ogum e Exú.

Este Xangô somente aceita se cooligar com Ogum Mèjè, devido à não haverem choques de energia entre os dois e algumas afinidades entre estes dois Orixás, e comumente se vêm pessoas ori meji de Barú e Mèjè, e estes dois Orixás caminham juntos.

Diz-se em muitos Axés que Barú é o Xangô mais difícil de se fazer em Yawò. Por isso quando ele se apresenta, a maioria dos zeladores costumam fazer uma outra qualidade de Xangô ou Ogum.

Na África ficou conhecido como “Doido” porque durante seu reinado teve algumas decisões controversas e impensadas, motivo pelo qual na África não se raspa nem se assenta esse Orixá.

Na maioria das tradições ele veste preto com marrom, ou marrom e branco. Em outras veste chumbo e preto e costuma se colocar também pêssego e vinho para apaziguá-lo. Ele usa muito veludo. Pode carregar bastante dourado, mas pôr cobre nele também não influencia.

Este rei abdicou da coroa para se tornar um cavaleiro, por isso ele não usa coroa e sim capacete. Carrega apenas um oxê normal, e outro com a ponta numa espécie de foice.
Suas contas são um mistério, pois algumas casas usam o vermelho e o branco e outras usam o marrom, outras marrom e branco, sendo que algumas outras ainda intercalam as marrons com contas pretas (12 marrons e 1 preta).

Não come amalá nem quiabo, alimentos estes que são ewó central seu e dos filhos, mas recebe todas as outras comidas consagradas à Xangô. Também carregam as outras quizilas de Xangô como a morte, sujeira, esmola, tecidos de ráfia e juta, entre outros.

Seu animais sacrificiais são: cabrito, jabutí, galo de briga, etun e um em especial: o gavião.

Seu animal símbolo é o leão.

Está ligado a Yemanjá em Tapá, Exú e Oyá Topé.

Em outras tradições ele caminha com Opará.

Barú detesta injustiça e defende os certos, porém não tolera erros, se livra de todos seus inimigos de uma vez para não voltarem a cometer o mesmo erro.

UMA OUTRA VERSÃO:

Segundo outros asés, Barù tem ligações com Iroko e come com Èxu.

Dependendo da época este orixá ora é Baru, ora é Iroko.

Tem caminhos com Oyá Yàtopè.

Responde no Odu 12 Ejilaxeborá.
Durante as guerras e as conquistas era temível e sanguinário: não fazia prisioneiros, matava todos.

MITOLOGIA DE BARÙ

1. Porque Barú não come quiabo
Baru era muito brigão. Só vivia em atrito com os outros. Ele é que era o valente. Quem resolvia tudo era ele... Baru era muito destemido, mas, quando ele comia quiabo, que ele gostava muito, lhe dava muita sonolência. Dormia o tempo todo! E pôr isso perdeu muitas contendas, pois quando ele acordava, já tudo tinha acabado.

Então, resolveu consultar um oluô, que lhe disse:

- Se é assim, deixa de comer quiabo.
- Eu deixar de comer o que eu mais gosto? – respondeu Xangô Baru.
- Então, fique por sua conta. Não me incomode mais! Será que a gula vai vencê- lo? – perguntou o oluô. Baru foi para casa e pensou :
- Eu não vou me deixar vencer pela boca. Vou voltar lá e perguntar a ele o que faço, pois o quiabo é meu prato predileto.
E saiu no caminho da casa do oluô, que já sabia que ele voltaria. Lá chegando, disse:
- Aqui estou. Me diz o que eu vou comer no lugar do quiabo.
- Aqui neste mocó tem o que você tem que comer. São estas folhas. Você temperando como quiabo, mata sua fome – lhe mostrou o oluô.
- Folha?! – perguntou Baru.
- Sim – respondeu o oluô – Tem duas qualidades, uma se chama oyó e a outra, sanã. São tão boas e gostosas quanto o quiabo.
Baru foi para casa e preparou o refogado, e fez um angu de farinha e comeu. Gostou tanto, e se sentiu tão bem e tão fortalecido, e não teve mais aquele sono profundo.
Aliás, ele se sentiu bem mais jovem e com mais força.
E não ficou com a sonolência que o quiabo lhe dava.
Aí ele disse:
- A partir de hoje, eu não como mais quiabo.

Daí a sua quizila com o mesmo.

2. Conta o mito em que Xangô recebe de Oxalá um cavalo branco como presente.
Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete anos num calabouço.

Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres do reino de Baru.

Mas Baru, com a ajuda dos babalawos, descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu palácio.

Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande orixá da criação, terminando o ato com muita festa e com o retorno de Oxalá a seu reino.

Neste avatar, e somente neste, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.

ARQUÉTIPOS, CARACTERÍSTICAS GERAIS E TENDÊNCIAS DOS FILHOS DE BARÙ

Seus descendentes míticos agirão sempre como um jovem desconfiado, ambicioso, elegante, teimoso, hospitaleiro, galante.

Seus filhos são tidos como grandes conquistadores fortemente atraídos pelo sexo e o relacionamento predominantemente sexual assume papel importante em sua vida.
Honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito o desejo.

Donos de uma enorme auto-estima, têm uma clara consciência de que são importantes e dignos de respeito e atenção. Acreditam que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos, consciência um pouco egocêntrica, mas de uma naturalidade desconcertante.

Não aceitam muito as opiniões alheias e acham que podem resolver todos seus problemas sozinho, tem momentos calmos, mas de repente se tomam por uma fúria incontrolável.

Vezes quietos e não ligam pra opinião alheia, mas outras vezes se enfurecem e dizem o que não querem ouvir.

Não aceita injustiça e se cega diante das paixões duradouras e passageiras, são bons mas não se prendem totalmente a alguém o que pode parecer que não está “nem aí”.
São risonhos, amantes da boa comida e boa bebida, e brincalhões (pois possuem uma ligação com Exú muito forte).

Gostam de exercer a autoridade e não podem ser contrariados. Possuem grande senso para a justiça e defendem os certos.

Extremamente enérgicos e autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.

Suas características físicas são de alguém forte e geralmente inofensivo, mas são dotados de força moral e vezes grande energia corporal, onde passam impõem silêncio e respeito, mas logo se mostram amigos e brincalhões.

Falam grosso e seu jeito meio curvado os coloca em posição de destaque.

Assim como Xangô, gostam de exercer a liderança e o controle, quando isso não é possível, os filhos de Barú logo se sentem diminuídos e fracos.

Sendo para eles o combustível o sexo e tudo que se relaciona a esse tema.
Contam vantagem, mas quase sempre suas histórias são verdadeiras.

Suas carreiras mais promissoras são: juízes, advogados e defensores, dentistas, médicos, tatuador e vendedor, têm aptidão para os negócios e marketing, pois são bons influenciadores de opinião.




JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...