O objetivo desse blog, não é dar explicações teóricas sobre a Umbanda. Cada terreiro tem a sua própria raiz, a sua própria história, e é isto que pretendemos mostrar um pouco aqui... a Nossa Raiz, a nossa História. Desejamos divulgar apenas a Umbanda o Candomblé e não a nós mesmos.
terça-feira, 22 de setembro de 2020
A TRISTEZA DOS ORIXÁS
domingo, 20 de setembro de 2020
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA AINDA É DESAFIO A CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA
O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião é crime inafiançável e imprescritível.
A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou mesmo a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.
O agressor costuma usar palavras ofensivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, divindades e hábitos da religião. Há casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, destruindo imagens, roupas e objetos ritualísticos. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode se tornar uma perseguição.
Crítica não é o mesmo que intolerância. O direito de criticar encaminhamentos e dogmas de uma religião, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio, é assegurado pelas liberdades de opinião e expressão. Mas, no acesso ao trabalho, à escola, à moradia, a órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião. Isso também se aplica a transporte público, estabelecimentos comerciais e lugares públicos, como bancos, hospitais e restaurantes.
Ainda assim, o problema é frequente no país. Algumas denúncias se referem à destruição de imagens de orixás do candomblé ou de santos católicos. Ficou famoso no Brasil o então pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sérgio Von Helder, que, em 1995, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional de TV. Há também casos de testemunhas de Jeová que são processadas por não aceitarem que parentes recebam doações de sangue, de adventistas do Sétimo Dia a quem não são dadas alternativas quando não trabalham ou não fazem prova escolar no sábado e de medidas judiciais que impedem sacrifício de animais em ritos religiosos.
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir) também não possui dados específicos sobre violações ao direito de livre crença religiosa. No entanto, o ouvidor do órgão, Carlos Alberto Silva Junior, diz que o número de denúncias de atos violentos contra povos tradicionais (comunidades ciganas, quilombolas, indígenas e os professantes das religiões e cultos de matriz africana) relatadas à Seppir também cresceu entre 2011 e 2012.
Muitas agressões são cometidas pela internet. Segundo a associação SaferNet, em 2012, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebeu 494 denúncias de intolerância religiosa praticadas em perfis do Facebook. O mundo virtual reflete a situação do mundo real. De 2006 a 2012, foram 247.554 denúncias anônimas de páginas e perfis em redes sociais que continham teor de intolerância religiosa.
A tendência é de queda: de 2.430 páginas em 2006 para 1.453 em 2012. Mas a tendência não significa que o número de casos reportados de intolerância religiosa tenha diminuído. “Uma das razões é a classificação feita pelo usuário. Mesmo páginas reportadas por possuir conteúdo racista, antissemita ou homofóbico têm, também, conteúdo referente à intolerância religiosa”, explica Thiago Tavares, coordenador da central.
Os dados foram divulgados pela Agência Brasil este ano no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro. A data foi instituída em 2007 pela Lei 11.635, em homenagem a Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, de Salvador. A religiosa do candomblé sofreu um enfarte após ver sua foto no jornal evangélico Folha Universal, com a manchete “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a indenizar os herdeiros da sacerdotisa.
O comitê terá 20 integrantes, sendo 15 deles representantes da sociedade civil com atuação na promoção da diversidade religiosa. Ainda sem data definida para começar efetivamente a funcionar, o comitê depende de um edital que selecionará os integrantes.
Já a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso. O crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) e imprescritível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo).
Uma pesquisa mundial feita em 2009 e 2010 indicou o aumento da intolerância religiosa. Segundo o Instituto Pew Research Center, com sede nos Estados Unidos, 5,2 bilhões de pessoas (75% da população mundial ) vivem em locais com restrições a crenças.
No período, passou de 31% para 37% a proporção de países com nível elevado ou muito alto de restrições. Entre os países com as maiores restrições governamentais (leis, políticas e ações para limitar práticas religiosas), estavam Egito, Indonésia, Arábia Saudita, Afeganistão, China, Rússia e outros que somaram 6,6 pontos ou mais em um índice de máximo 10. Os que mais sofrem são os que pertencem a minorias religiosas. O Brasil aparece, junto com Austrália, Japão e Argentina, em nível baixo, entre os países com 0 a 2,3 pontos, o que denota bom nível de liberdade religiosa.
O assunto vem sendo discutido também no âmbito da proposta de reforma do Código Penal, tema de comissão especial do Senado. Um grupo de juristas preparou o anteprojeto, posteriormente apresentado como projeto (PLS 236/2012) por José Sarney (PMDB-AP). A intolerância religiosa está relacionada a assuntos do Código, como os crimes contra os direitos humanos e os que podem ser praticados pela internet.
O QUE É QUIMBANDA OU KIBANDA
A Quimbanda ou Kimbanda não é simplesmente mais uma das linhas existentes dentro dos cultos afro-brasileiros, suas influências não são somente Bantu, Nagô e Yorubá, também abrangem em larga escala vários aspectos da Religião Indígena, Católica, o Espiritismo moderno, a alquimia, o estudo da natureza fundamental da realidade e Correntes Orientais.
É importante lembrar que o sincretismo entre Exu e o Diabo
existe, salvaguardando várias confusões ao verificar que atualmente muitas
pessoas pensam que a Quimbanda é um culto satanista, tendo aquele sentimento de
dualidade aonde as pessoas vêem o bem e o mal em uma luta eterna confundindo a
figura do Diabo com tudo de ruim sem lembrar que Ele já teve seu martírio e foi
vencido por Deus que é Quem determina o espectro e a liberdade de suas ações
desde o princípio dos tempos.
O conceito de polaridades, positiva e negativa não se
encaixa no plano material, aonde não quer dizer o mesmo que atitudes, positiva
e negativa, principalmente tratando-se de energia pura. É como disse o
sábio preto velho Pai Maneco, falando da importância dos Exus, apontou uma
lâmpada e disse: Aquela é resultado do perfeito encontro entre o positivo e o
negativo.
É bom deixar claro também que o Exu da Quimbanda não é o
mesmo Exu do Candomblé aonde ele é um Orixá menor da cultura Yorubá, o Exu da
Quimbanda é geralmente um Egum sendo que na maioria dos casos é a Alma de
alguém que pertenceu ao culto, conscientemente ou não, e agora trabalha como
mensageiro dos Orixás, como Exu, mais ou menos o mesmo que ocorre em outras
Linhas e Bandas dedicadas a algum Orixá, por exemplo como na Linha de Ogum
trabalham Espíritos de Índios e Negros que em vida foram guerreiros, usaram
espada e de alguma forma pertenceram ao culto, como sabemos que Seu Ogum Sete
Espadas e Ogum Sete Ponteiras do Mar não são o mesmo que o Orixá maior Ogum.
Os Espíritos, Exus, com os quais estamos tratando tiveram
em sua maioria encarnações aqui na Terra em finais do século XIX e princípios a
meados do século XX, daí vêm as suas vestimentas e a forma de seu
comportamento.
Ainda na questão do sincretismo é muito importante frisar
que os autores que até hoje discorreram sobre o assunto usaram um organograma básico
para apresentar o que muitos pensam ser a verdadeira organização hierárquica da
Quimbanda mas é somente a cópia de um livro antigo de evocação e cultos
diabólicos da cultura ocidental que fala sobre os demônios, suas hierarquias e
poderes, o Grimorium Verum.
Considerando que este livro já existia muito antes do
descobrimento do Brasil e que a Quimbanda como conhecemos é uma religião
brasileira afirmo que é errado basear-se neste organograma como base para
estudarmos este assunto porém não devemos esquecê-lo pois os Exus, como nós,
tiveram já várias encarnações, alguns inclusive viveram nos primórdios da nossa
civilização como por exemplo Exu Tata Caveira que foi um Sacerdote no Egito
antigo ou inda mais longe Exu Caveira que a 30.000 anos atrás era um nômade bruxo
e curandeiro, outrora estes Espíritos já trabalharam no plano astral nesta
mesma Linha e alguns até ajudaram a escrever o Grimorium.
A Umbanda não vive sem a Quimbanda, como a árvore não vive
sem a copa ou sem a raiz, então com base em estudos e prática na Quimbanda
podemos afirmar que o culto como o conhecemos é o mesmo praticado na maior
parte dos Terreiros de Umbanda do Brasil que para obterem equilíbrio em seus
trabalhos cultuam as Sete Linhas da Umbanda e as Sete Linhas da Quimbanda,
desta forma podemos discorrer aqui sobre o assunto de uma forma mais ampla e
que leve a implementar os atuais conhecimentos sobre os Exus.
Quimbanda não é sinônimo de satanismo e de jeito nenhum
pode ser ligada a obscuridade, é apenas um termo usado no Espiritismo é uma
forma de estar na vanguarda do Espiritismo e da magia trabalhando a
espiritualidade como um todo, uma ferramenta destinada a evolução espiritual
através do poder e dos conselhos destes nossos guias protetores, os Exus, que
tanto nos auxiliam nas horas de aflição.
Embora não devamos julgar sabemos sim que lamentavelmente
existem pessoas inescrupulosas e de má índole que usam a magia da Quimbanda
para a prática do mal mas isto é culpa exclusiva do homem e não das entidades,
não podemos culpar o veneno por matar e sim aquele que o utiliza como arma, não
podemos culpar o Exu por fazer o que lhe é pedido mas sim quem se aproveitou
deste contato espiritual para pedir que praticasse o mal. Nunca podemos
esquecer da imutável Lei do Karma, tudo o que você fizer volta pra você.
Existe muita confusão a respeito do termo Macumba e acho
importante esclarecer isto, este nome deriva do Banto ma-quiumba que quer
dizer espíritos da noite, também este nome era usado no sul do país para
definir mulheres negras no tempo da escravidão, por isso o uso do nome ainda
hoje é usado de forma preconceituosa por pessoas ignorantes a respeito do
assunto.
A Macumba pelo que sabemos é o mais primitivo culto
sincretista do Brasil e originou-se na região sul dada a sua maior
predominância da nação Banto, é desta nação que descendem a maior parte dos
cultos afro-brasileiros com influências da Igreja Católica, Indígenas e das
nações do Congo, Angola e Nagô.
A principal razão do culto ser denominado como Macumba foi
justamente por motivo de os rituais serem realizados à noite em razão de os
trabalhos serem feitos com Eguns e porque durante o dia os negros trabalhavam
sem descanso, vem daí a interpretação errada do ritual pelos leigos, os negros
que praticavam a Maquiumba ou como ficou conhecida Macumba eram geralmente
menosprezados, perjuriados e mal interpretados pelos que os escravizaram em
razão de sua fé.
A Igreja também condenava estes cultos com influências
indígenas ou africanas dizendo que praticavam beberagens e até orgias. É
verdade que as entidades bebem e até pitam e que as curimbas, danças, as vezes
são bastante sensuais mas venhamos e convenhamos que entre isto e orgias e
beberagem há uma grande diferença.
Quando os grupos de nações começaram a procurar e a
valorizar mais a sua natureza e identidade cultural é que a Macumba se dividiu,
surgiu então o Candomblé de Angola, o Candomblé do Congo, o Candomblé de
Caboclo ou dos Encantados e o Catimbó, no final do século XIX surgiu a Macumba
Urbana que tinha participação de brancos pobres e descendentes de escravos,
finalmente no inicio do século XX surgiram a Umbanda e a Quimbanda com uma
forte influência do Espiritismo e com o sincretismo religioso.
A formação da Quimbanda teve uma forte influência dos
escravos e índios que sincretizaram Exu com o Diabo por este ser inimigo dos
brancos e por não aceitarem os Santos Católicos, identificando-se assim mais
uma vez com o Diabo. Com o advento da Umbanda começou o trabalho de Quimbanda
em Terreiros de Umbanda o que deu sustentação firme aos trabalhos com os, Compadres,
Exus e assim formatou-se o atual culto da Quimbanda.
Na verdade pode-se dizer que a Quimbanda como a conhecemos
atualmente nasceu juntamente com a Umbanda em 15 de novembro de 1908 pois uma
Linha completa o outra formando esta força que nos da vida e este reino cheio
de luz.
A Quimbanda esta organizada hierarquicamente em sete
grandes reinos, as Sete Linhas da Quimbanda, sendo que na Quimbanda também é
Oxalá quem manda, o Sr. Omolu é o Rei, coroado por Oxalá, este delega os
poderes aos Exus Chefes de Falange:
1. Linha das Encruzilhadas: Exu
Tiriri
2. Linha dos Cruzeiros: Exu Meia Noite
3. Linha das Matas: Exu Arranca Toco
4. Linha da Calunga Pequena (cemitérios): Exu Caveira
5. Linha das Almas: Exu Tranca Ruas das Almas
6. Linha da Lira: Exu Sete Liras
7. Linha da Calunga Grande (praia): Exu do Lodo
É importante lembrar que quando o Exu, qualquer um Deles,
estiver incorporado no Pai de Santo, no dirigente dos trabalhos, Ele esta
trabalhando com a Coroa e por este motivo é o Chefe dos trabalhos da Gira de
Quimbanda tendo liberdade de movimento entre os Reinos através do contato com
os outros Exus presentes no trabalho. Trabalhar com os, “compadres”, Exus
requer muito respeito e consideração por parte dos dirigentes, médiuns e
consulentes pois são Entidades muito poderosas, de muito Axé.
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