domingo, 26 de abril de 2020

YOBÁ A YAGBÁ...

Família Yorimá, vocês sabiam que Yoba (obá) é filha de Afefé com Iroco e alguns afirmam que é irmã gêmea de Iansã? É a senhora das estrelas e encarregada de mandar luminosidade para aureolar os seres na terra. Senhora do cobre e da cor do sangue, é em respeito a esse Orixá que todas as mulheres dentro do candomblé usam torços que escondem as orelhas, deixando assim todas iguais.
Yoba sempre foi guerreira, mas, ao contrário da irmã, não se propunha a andar pelo mundo, preferia ficar em casa dedicando-se aos seus afazeres. Sempre foi a Yabassê do reino, pois a culinária é o que mais lhe agrada. Orixá do rio Níger, terceira mulher de xangô. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos orixás masculinos. Só perdeu pra Ogum porque ele usou um Amalá com quiabo pra enganar Yoba, por isso no culto Yorubá Yoba não come quiabo, eles dizem que é um erro dar quiabo a ela; já no Candomblé costumam oferecer-lhe essa iguaria! Yoba divindade feminina, guerreira que às vezes é também citada como caçadora. Irmã de Óya (Iansã). Esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Bastante conhecida ( pela "lenda") pelo fato de ter seguido um conselho da Oxum e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para Sàngò (Xangô) na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela; Yobá se vinga da Oxun entornando sobre seus pés um caldeirão de dendê fervendo, por isso que dizem que se conhece uma pessoa de Oxun pelos pés.
Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada (Idà) e um escudo sobre uma coroa, Yoba é considerada rainha guerreira. Sua saudação é oba xí ou öba xire. Significa rainha poderosa! Yoba — orixá guerreira e das águas revoltas ! A história de Yoba está normalmente associado a uma quizila mal usada sobre como foi enganada por Oxum, que a fez acreditar que se cortasse uma de suas orelhas e servisse num amalá ao rei Xangô ele iria preferir seu amor! Quanto ao sentido desta quizila não é mostrar Yobá como um orixá tolo, mas sim, dedicado, decidido, apaixonado, que não mede esforços e sacrifícios para atingir seus objetivos, sendo extremamente altruísta e que inicialmente confia nas pessoas e somente depois se estas lhe falham descarrega sua força e ira. Yoba é um Orixá temível, aquela que luta pelo prazer da guerra e não pelo objetivo de sua guerra.
Yoba nunca desiste de uma guerra, por isso a ela se entrega as causas impossíveis, os amores inatingíveis, ou os amores sofridos e de incompreensão... quando se recorreu a todos Orixás e não se obteve êxito, entregue a Yoba! Yoba significa: rainha cor, rubi intenso e cobre saudação: obá xirê! - rainha poderosa, forte elemento: fogo e águas revoltas comida: raízes de cor vermelha, frutas da mesma cor e todas as comidas de Yansã. Dia consagrado a Yoba é a segunda-feira e o dia festivo é 30 de maio, sincretiza com santa Joana D’arc, mineral o cobre, domínio: águas revoltas, quizila: o cogumelo, peixes de água doce!
Galinha branca e Taioba. Sua quizila geral é a mentira. Obá representa o lado esquerdo preeminentemente feminino, ligada as Iyamís, ostenta seu poder apontando com a mão esquerda em riste na direção de sua orelha esquerda e com a mão direita empunha como num coice sua espada, dança esplendidamente. Chefe da sociedade Elekô e Gueledé onde homem não entra, guerreira amazona, padroeira da Guerra. Yobá é da água barulhenta dos rios, do fogo e da terra.
Armas: adaga. Plantas: folhas de jabuticaba, mangueira, mangericão e rosas laranjas e vermelhas! Falam de algumas qualidades de Yoba: 1) obá gideô (por ser mais velha ela demora a escolher suas filhas) obá xirê rewá (é a princesa guerreira, valente e colérica, essa em especial come com Xangô, mora com Xangô e é uma geledé). Yobà Syìó; - YObà Lòdè;YObà Lóké; YObà Térà;e YObà Lomyìn.Em qualquer das suas qualidades ou nomes pelo qual é conhecida, é uma guerreira destemida, mas ressentida. Há quem diga que Yobá não tem qualidades que é única. É Orixá progenitora feminino, não vem a cabeça de homens em hipótese alguma. Yobá personifica a MULHER, guerreira, dona de casa, do dia a dia, apaixonada, sonhadora, trabalhadora.
Homem não pode com ela! Veste-se de vermelho, branco e amarelo. Carrega Ofá, espada e escudo. Gosta de acarajé de formato único, aberém, feijão fradinho, cabras, galinhas, coquéns e no Brasil seu amalá é especial. Yobá tem ligação positiva com Oyá.

Tudo relacionado a Yoba é envolto em um clima de mistério quando Yoba se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão para cobrir a orelha esquerda, ou ata-se um torço (turbante), a fim de esconder uma das orelhas.
Quando ela esta no terreiro, vai buscar uma das filhas de Oxum pra que elas guerreiem uma das mais belas danças de candomblé! O arquétipo de Yoba: as pessoas pertencentes a este orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco incompreendidas. Frequentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. Mas não são tolas, quando resolvem que alguém não serve pra sua confiança essa pessoa é descartada sem o menor problema! São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem. E se revoltam facilmente! Porém, são pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais.
Yobá, a mais valente...

É muito temperamental e violenta, não recusa uma batalha. Divindade das pedras das encostas. Senhora do cobre e da cor do sangue!... É em respeito a esse orixá que todas as mulheres dentro do candomblé usam torços que escondem as orelhas, deixando assim todas iguais. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá. Divide seus fundamentos com Oyá, Óxóssì, Xangô e Iemanjá. Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes. Embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Xangô e Orumilá. Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles. Obá teria derrotado Exú, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses, tendo sido derrotada apenas por Ogun, por sua envergadura física e força, tornou-se uma guerreira, a única mulher capaz de desafiar Ogum para uma luta, e por ser Obá extremamente forte e destemida, Ogum se viu obrigado a usar de um truque contra ela, espalhando quiabo amassado no chão, e atraindo Obá para aquele canto, onde a guerreira escorregou e não apenas perdeu a luta como foi possuída à força por Ogum, que se tornou seu inimigo. No culto yorubá yoba não come quiabo; é um erro dar quiabo a ela, come acarajé e abará.
Identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá.. Ela também controla o barro, aguá parada, lama, lodo e as enchentes. Embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Xangô e Orumilá. Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles.
Yoba é um orixá temível, aquela que luta pelo prazer da guerra e não pelo objetivo de sua guerra. Também citada como caçadora.
Existem algumas versões do grande encontro de Xangô e de Obá, em uma dessas versões ela é a líder de todas as mulheres e a rainha de Elekô, mas em todas, as evidências dizem que o amor entre os dois era desmedido e que nada ofuscava a relação dos dois.
Embora, em suas lendas, Obá tenha se transformado em um rio ela também é relacionada ao fogo. Yobá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor, portanto, Yobá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Yobá tem ciúme porque ama. Yobá é a deusa da guerra e do poder, seu culto está relacionado ao rio Yobá, as águas em seu culto faz referência ao poder, a força incontrolável das águas.
Seu culto no Brasil é confundido ao de Oyá, alguns chegam a insinuar que elas sejam irmãs, irmãs gêmeas, o que é uma inverdade; outros dizem que Obá seria uma Oyá mais velha, o que é mais absurdo ainda! Yobá possui uma forte ligação com o fogo.

Yobá quando em fúria transborda, agita-se; Oba é a senhora da sociedade Elekô. Tudo relacionado a Yobá é envolto em um clima de mistérios.Obá nasceu do ventre rasgado de Iemanjá após o incesto de Orugan. Obá era cultuada como a grande Deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas relações com as Iyá-Mi.
Yobá é a Iyámi Egbé, ela é a Iyá Abiku, desta forma é ela a encarregada de enviar ao mundo as crianças que nascem como castigo para seus pais. O que Xangô representa para os mortos masculinos, Obá representa para as mulheres mortas. Ela assim como Xangô é a representante suprema da ancestralidade feminina.
QUALIDADES.
O termo qualidade é incorretamente aplicado não só a Deusa Obá, mas também a qualquer outro Orixá. Alguns dos títulos atribuidos à Obá são os seguintes.
- Obà Syió;
- Obà Lodè;
- Obà Loké;
- Obà Terà;
- Obà Lomyìn;
- Obà Gideó;
- Obà Rewà.

As mais conhecidas são: Obá gideô (por ser mais velha ela demora a escolher suas filhas) obá xirê rewá (é a princesa guerreira, valente e colérica )
oloje iku ike obarainan.


LINHA E FALANGE DA UMBANDA

LINHA E FALANGE
A princípio devemos definir o que é “Linha” e “Falange” na “Umbanda”. Para muitos Umbandistas e elucidar os leigos e adeptos. Boa leitura.
LINHAS
Conceito de “Linha na Umbanda” - Resumindo: Faixa de vibração, dentro da grande corrente vibratória espiritual universal, correspondente a um elemento da “Natureza” representada e dominada por uma potência espiritual cósmica – uma “Entidade”, chamada de “Protetor” e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa afim.
Exemplo:
Linha de Oxalá: É subdividida em “Falanges”, dirigidas por representantes das “Entidades” (Umbanda). Conjunto de “Falanges” em que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal; danças; cores; símbolos) e rituais (comidas; bebidas; dia da semana, etc...) de cada “Entidade”. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Exemplo: Linha de Angola; Linha de Umbanda; Linha Branca, etc... O cântico particular de cada “Mestre de Terreiro”, pelo qual é invocado e identificado ao “baixar”.
Assim, podemos definir as Linhas:

Linhas de Umbanda e Linhas de Quimbanda 1 e2 posição, localização; 3 e 4 diretriz; 5 Linha Melódica.
LINHA DE UMBANDA (1)= Conjunto de rituais praticados na Umbanda, referindo-se em especial à parte desta que só pratica o “bem” e a “benevolência”. São sete (7), subdivididas em “Falanges”.
1- Linha de Santo ou de Oxalá ( santo católico).
2- Linha de Iemanjá ( povo do mar) .
3- Linha do Oriente ( povos orientais e outros).
4- Linha de Oxossi ( caboclos).
5- Linha de Xangô (caboclos).
6- Linha de Ogum ( caboclos).
7- Linha Africana (Pretos Velhos).

LINHA DE UMBANDA (2)= Na Umbanda esotérica, iniciativa ou cabalística, também são sete (7) e subdivididas em “Legiões” // Chefes de Legiões = Que são Entidades de grande evolução espiritual que descem nos “terreiros”, representando “Orixás”, dentro de suas Linhas ou correntes vibratórias astrais. São sete (7) em cada Linha:
CHEFES DE LEGIÕES - LEGIÕES:
1- Linha de Oxalá – Caboclo Urubatão da Guia; Caboclo Ubirajara; ; Caboclo Ubiratã; Caboclo Aimoré; Caboclo Guarani; Caboclo Tupi.
2- Linha de Iemanjá – Cabocla Iara; Cabocla Indaiá; Cabocla Nanã; Cabocla Estrela do Mar; Cabocla Oxum; Cabocla Iansã; Cabocla Sereia do Mar.
3- Linha de Yori ( espíritos de crianças) – Tupãzinho; Ori; Yariri; Doum; Yari; Damião e Cosme.
4- Linha de Xangô – Caboclos = Xangô Caô; Xangô Sete Montanhas; Xangô Sete Pedreiras; Xangô Pedra Preta; Xangô da Pedra Branca; Xangô Sete Cachoeiras; Xangô Agodô.
5- Linha de Ogum – Caboclos = Ogum de Lei; Ogum Iara; Ogum Nagô; Ogum Rompe-Mato; Ogum de Malê; Ogum Beira-Mar e Ogum Matinata.
6- Linha de Oxossi – Caboclos = Arranca-toco; Caboclo Guiné; Caboclo Arruda; Caboclo Pena branca; Caboclo Cobra Coral; Caboclo Aribóia e a Cabocla Jurema.
7- Linha Yorimá – (corrente dos Pretos Velhos) = Pai Guiné; Pai Tomé; Pai Arruda; Pai Congo de Aruanda; Pai Benedito; Pai Joaquim e Vovó Maria Conga. Observação: Na Umbanda há algumas diferenças ver a “Falange”.

LINHA DE QUIMBANDA= É a Linha de rituais da Umbanda que pratica a “Magia Negra”, que emprega a feitiçaria, sem escrúpulo. Também é chamada por muitos de “Linha Negra ou Linha Preta”. Utilizando-se dos Kiúmbas (Exus) e algumas “Falange de Ciganos”. Essa é a Linha do engodo e da trapaça, enquanto existir otário eles terão forças, é assim chamada pelos Umbandistas da “Linha Branca”, pois os praticantes desta “Linha de Quimbanda” nunca se identificam, apenas se dizem Umbandistas. Cuidado com o “Povo Quimbandeiro”, porque ele tanto serve e tem poder de iludir em fazer o bem, fazendo de você um escravo, como sendo, tudo que a “Entidade” lhe dá depois você paga para manter, na verdade só serve para o mal, de quem pratica, de quem manda realizar trabalhos (serviços) e de freqüentadores. Mostramos os erros que se cometem “voluntariamente ou involuntariamente”, quando uma pessoa, desconhecendo o terreno que está pisando, ou mesmo por maldade, procura os urubus (Quimbandeiros) e na Entidade Exu ou Cigano, o objetivo máximo para a sua sede de conquista ou vingança, só que, a médio prazo, a pessoa passa a ser a vitima, deles! Esse “Povo”é tão falso que se diz Umbandista e Africanista e nisto englobando tudo em “Batuqueiro”. Para isso, as pessoas tem que aprender a diferenciar as facções. Eles são conhecido por “mójùbá” ( mójù = viver à noite; bá = neste sentido; armando emboscadas), os urubus da noite (Quimbandeiros), se aproveitam do mundo atualmente dominado pela maldade, pela ambição ao poder, pelos desmandos de autoridades, pela injustiça, pela incoerência, enfim, por tudo quanto representa atraso na mente daqueles que se julgam ter o poder do feitiço, e da maldade.
Para elucidar melhor, antigamente, perguntava aos “Velhos” - Bàbálóòrìsàs e Yálóòrìsàs, que hoje, não estão mais entre nós, sobre a “Quimbanda e suas Entidades”, muitos deram a resposta, assim: Para saber lidares, com eles (Quimbandeiros e suas Entidades), é necessário que se torne conhecedor profundo de seus mistérios, a sua magia, as suas atividades, para que não venhas mais tarde sentir o peso da sua inconsciência, e sofrer por todo o mal que quiseste lançar sobre o teu semelhante. E outros diziam: Calma meu filho, a ti mesmo será entre o prêmio ou o castigo por tudo quanto fizeres ao teu semelhante. Orixás são justos, Entidades são falsas. E muitos outros, advertiam, assim: O teu destino está em tuas próprias mãos. Aproxima-te sempre dos bons elementos (Orixás) que nada sofrerás, a não ser, possuir o mérito de um dia ter sido útil ao teu próximo. Veja bem! O mal que praticares voltará para ti, pela “Lei do Retorno”, que nada mais representa do que o julgamento dos teus próprios atos. Nunca te iludas e nem deves iludir alguém, meu amigo...

A Quimbanda, tem como sua origem, e a sua influência mais diretamente pelos “Negros Bantús” de Tribos: Cabindas; Benguelas; Congos; Angolas; Moçambiques, etc... Chegados dos portos africanos à vários Estados do País, não fugiu ao sincretismo. Cultua os mesmos Orixás e Entidades que a Umbanda “Branca”, mas trabalha quase exclusivamente e principalmente com Entidades Exus, que são considerados espíritos desencarnados, havendo entre eles os Exus em evolução e os Kiúmbas, como também, os Ará – òrún = (habitantes dos céus, aqueles que tiveram mortes precipitadas, como: morte por acidente, morte por arma de fogo ou branca, os que suicidaram, os que morreram afogados, etc...).
Com o objetivo, de mediante encomendas realizam feitiços ou contra feitiços, visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas. Geralmente os terreiros de Quimbanda, chamada em alguns Estados de Macumba ou Batuque pelos leigos, têm as mesmas características dos das “Linha de Umbanda” ou “Linhagem Africanista (Òrìsàs). Há gongás, com imagens de santos católicos, representativos de Orixás, imagens de Caboclos e de Pretos Velhos, tendo os “Exus” (ou Exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão além da “casa” no portão. As giras de Exus são freqüentes (na “Linha de Umbanda” e raras nas “Linhagens Africanistas”, a não ser de sua maioria na “Linhagem Bantú); na Linha de Umbanda são realizadas comumente a partir da meia-noite (horas-fechadas) e com a preferência nas sextas-feiras. Exus e Exu Fêmea, diversos “baixam”, dançam, fumam diversos cigarros, cigarrilhas e charutos, bebem cachaça (marafo)e outras bebidas; dizem gentilezas para conquistarem suas presas ou palavrões aos assistentes e dão consultas sobre várias coisas ( todo Exu é um bom psicólogo, e tem ótima percepção dos problemas das pessoas, sempre atirando verde para poder colher maduro).
A Quimbanda, diz que cultua muito o Homolu (querendo dizer que é o mesmo Orixá Homolu, isto não é verdade, o nome é Hamalu = é o pai do cemitério, o encarregado de receber os Exus). No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos Quimbandeiros, devendo o iniciado deitar algumas horas sobre ou dentro de um túmulo, entre velas e cânticos do Protetor ou Protetora e iniciados do terreiro, tendo de cumprir, antes e depois, diversas obrigações secretas, chegando a um passo da “Magia Negra” ( essa, tendo como base os Dez Mandamentos de Deus invertidos).
As roupas são, geralmente, as mesmas da “Linha de Umbanda”, já para confundir os leigos, havendo, porém, muito uso do vermelho e do preto, cores de Exu e de Hamalu . São muito usados os trabalhos com pólvora, pós e ervas mágicas , dentes e unhas, cabelos (animais e humanos), galos, galinhas pretos (que são as vezes, estraçalhados entre os dentes do iniciado (cavalo ou aparelho) incorporado com um Exu, sendo empregado também o envultamento, cabritos, etc...
Os despachos, normalmente, são colocados nas vias urbanas em encruzilhadas em cruz (macho) ou em T (fêmea), com velas e diversos artefatos, animais de duas ou quatro patas sacrificados, isto é uma afronta a Comunidade ou Sociedade. Esses são os Quimbandeiros.
A Quimbanda possui, também sete (7) Linhas, diferentes das de Umbandas. Há Caboclos e Preto Velhos que incorporam no Quimbanda, dando consultas, em giras separadas das dos Exus. Antigamente os terreiros quase sempre eram pobres, na sua maioria localizados em morros ou locais afastados, hoje não, ostentam muito luxo e belas moradias. No africano ( dialeto - Kikongo) Kimbanda quer dizer = Feiticeiro.
AS LINHAS DA QUIMBANDA SÃO AS SEGUINTES:
1- Linhas das almas = Chefe – Hamalu e não Homolu / Omolu.
2- Linha dos Caveiras – Chefe = João Caveira; também chamada “Linha dos Cemitério – Chefe = Ogum Mejê.
3- Linha de Nagô ( povo de Ganga) – Chefe = Gererê.
4- Linha de Malei (povo de Exu) – Chefe = Exu-Rei.
5- Linha de Mossurubi (povo zulus – cafres) – Chefe Caminoá.
6- Linha dos Caboclos Quimbandeiros – Chefe = Pantera Negra.
7- Linha Mista – Chefe = Exu das Campinas / Campos / encosta de Matos.

LINHAS DE UMBANDA
Linha Africana = Sétima Linha vibratória da Umbanda, a qual congrega os espíritos com luz dos Pretos Velhos (antigos Pais e Mães de santo), os antigos escravos africanos evoluídos. É dividida em sete “Falanges” (Povos), cada uma com seu Chefe. Ritual tradicional africano, como é realizado hoje nos salões mais ligados a essas tradições.
Linha Branca = Ritual visando unicamente o “Bem”, “Caridade”, usado na Umbanda que se atribui o nome de “Umbanda Branca”, em contraposição ao que denominam “Quimbanda” ou também conhecida por “Umbanda Negra”ou “Linha Negra / Preta”.
Linha Cruzada = Ritual com influência de duas ou mais procedências, o que predomina nos dias de hoje. Ex.: Linha de Nagô cruzada com Angola; Umbanda Cruzada com Linhagens Africanas, etc... Também é dito “traçada”. Ainda que haja protestos contra esse termo, pelos que se consideram de ritual puro, a verdade é que as misturas existem e, portanto, podem ter um nome.
Linha das Almas = Culto originário do culto Kabulista (dialeto – Kabula / Bantú), proveniente, do culto aos espíritos dos antepassados, encontrado em toda a África Negra, especialmente entre o povo Bantú, sendo o principal culto. Sua Linha ou Corrente vibratória congrega os espíritos evoluídos de antigos Pais e Mães de Santo, bem como, antigos escravos africanos. Também Linha Africana // Linha de Quimbanda, cujo o Chefe é Hamalu = “Trabalha nos Cemitérios”. Obs.: Não confundir, Omolu ou Homolu com Hamalu.
Linha de “Ayahuasca”= Ritual seguido em terreiro em outros Estados , como: Rondônia , Porto Velho, onde é empregada a planta alucinógena caapi ou iagê, também chamada de “ayahuasca”, além dos pontos cantados, toques e danças, com a finalidade de provocar transe. Essa planta é usada ainda em outros terreiros, sendo cultuada com o nome de “Santo Dá-me”, em estranho sincretismo, numa capelinha católica vizinha a um terreiro, próximo à Capital, no Acre.
Linha de Caboclo = Ritual seguido nos terreiros de caboclos deles originados ou por eles influenciados.
Linha de Cura = Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual dos adeptos do que o culto às divindades, tais como no Catimbó, Toré, pajelança (bruxaria), etc...
Linha de Exu (Mójùbá) = Linha de vibração negativa, colocada, em alguns setores da Umbanda, em lugar da Linha do Oriente. É, como as outras Linhas, subdividida em “Falanges”.
Linha de Oxalá = Faixa vibratória dominada por Oxalá (caboclo). É a mais poderosa e representa a pureza e a sabedoria. Do mesmo modo há Linha de Iemanjá (cabocla); Linha de Oxóssi (caboclo), etc...Conjunto das representações e rituais particulares dessas “Entidades”, com Luz. Também chamada de Linha de Santo.
Linha do Oriente = O mesmo que Linha Oriental. Uma das Linhas de Umbanda popular. Congrega espíritos que viveram em povos do Oriente e outros.
Linha Negra / Preta – Como também é chamada a Linha da Feitiçaria / Maldade = Essa é a Magia / Negra Brasileira. Denominação dada ao conjunto de rituais de feitiçaria de maldade ao próximo, sem o menor escrúpulo, tendo no ”Exu” o seu “Chefe” e emissário de realizações negativas. Esses espíritos das “trevas”, aproveitando-se das fraquezas humanas, trazem consigo as más irradiações, e quase sempre conseguem os seus desígnios, derramando sobre a terra todas as calamidades e discórdia, que assolam o mundo, em virtude da má orientação dada ao homem, que não procura fugir à tentações, dando livre expansão aos seus maus instintos.
Linhas de rituais = É conjunto de rituais que seguem determinadas diretrizes, provindas deste ou daquele povo, de tal ou qual origem, de lado ou lados como dizem. As mais conhecidas são: Linha de Nagô; de Jèje; de Angola; do Congo; de Mina; de Kabinda; de Omolocô; de Muçurumim; de Majolo; de Moçambique, das Almas; de Linhas Cruzadas ( união de 2 ou mais tipos de rituais); Linha de Umbanda; de Quimbanda; de Caboclos, etc....
FALANGES
Falange, mesmo que “Legião”. Conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente afim (linha). É a subdivisões das Linhas de Umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigida por um “Chefe de Falange”. Chamam de “Falangeiro” as Entidades espirituais Chefe de Falange, Guia; Protetor. Que são as seguintes:
1- Linha de Oxalá ou de Santo = Falanges de Santo Antonio; S. Cosme e Damião; de Santa Rita, de Santa Catarina; de Santo Expedito; de S. Benedito e São Francisco de Assis. Desmancham trabalhos de magia “Negra”.
2- Linha de Iemanjá = Falange das Sereias (Chefe: Oxum); das Ondinas (Chefe: Nanã); das Caboclas do Mar (Indaiá); das Caboclas do Rio (Iara); dos Marinheiros (Tarimã); das Calungas ( Calunguinha); da Estrela-Guia (Maria Madalena). Protegem o mar, os rios, marinheiros e mulheres.
3- Linha do Oriente = Falange dos Hindus (Chefe: Zartu), dos Médicos e Cientistas (José de Arimatéia), dos Árabes e Marroquinos (Jimbaruê), dos Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimoós, Aztecas e Incas (Inhoari), dos Índios Caribas (Itaraiaci), dos Gauleses, Romanos e outras raças européias (Marcus I, Imperador Romano). Formadas por espíritos que encarnaram nesses povos, têm a missão de auxiliar o conhecimento das ciências ocultas e praticar a caridade.
4- Linha de Oxóssi = Falange de Urubatão (Chefe: o próprio); de Araribóia, do Caboclo Sete Encruzilhada, dos Peles Vermelhas ( Chefe: Índio Águia Branca); dos Tamoios (Índios Grajaúna); dos Guaranis ( Índio Araúna); da Cabocla Jurema. Protegem contra magia “Negra”, dão passes, ensinam o uso das plantas medicinais.
5- Linha de Xangô = Falange de Iansã (Chefe: Cabocla Iansã); do Caboclo do Sol e da Lua; do Caboclo da Pedra-Branca; do Caboclo do Vento; do Caboclo Treme-Terra; Falange dos Pretos ( Chefe: Quenguelê). Protegem contra a magia Negra, etc...
6- Linha de Ogum = Falange de Ogum Beira Mar; de Ogum Iara; de Ogum Mejê; de Ogum Naruê; de Nagô; de Ogum Malei e de Ogum Rompe-Mato. Protegem nas “demandas”., “lutas”, etc...
7- Linha Africana = Falange do Povo da Costa (Chefe: Pai Francisco); do Povo do Congo (Chefe: Rei do Congo); do Povo de Angola(Pai Jerônimo) ; do Povo Benguela ( Pai Benguela); do Povo de Moçambique (Pai José); do Povo de Luanda ( Pai Kabinda); do Povo da Guiné (Pai Zun Guiné). Fazem trabalhos de magia branca e desmancham os de magia Negra.
LEGIÃO
Legião é o grande número de pessoas. Exército de seres espirituais. O mesmo que “Falange”. É o conjunto de seres espirituais de grande evolução, já isentos do Carma. Conjunto de espíritos elementares (Entidades) em evolução dentro de certas doutrinas e funções cármicas. Seus Chefes ou “Cabeças-de-Legião”, já mais adiantados nessa fase evolutiva, são chamados “batizados” e controlam positivamente o movimento dessas forças vibratórias, inclusive policiando os “marginais” do espírito, os Exus Kiúmbas (espíritos sofredores e de pouca luz. Como todo, os Exus, são donos dos vícios, drogas e bebidas. E tornando o seres humanos seus escravos, impondo os vícios aos mesmos); o conceito de “bem”e de “mal” é, para eles, relativo. Cuidado com esse Povo. Até hoje, não ví ninguém feliz, com quem lida com Eles. É uma pura ilusão!
CABEÇAS – DE – LEGIÃO / QUIMBANDA
Exus intermediários , ditos batizados, já na última fase de elementares e que controlam os Exus mais atrasados e os Kiúmbas. Os principais são sete:
1- Exu Sete Encruzilhada = Para a Linha (vibração) de Oxalá.
2- Exu Pomba-gira = Linha de Iemanjá.
3- Exu Tiriri = Linha de Yori (opera com espíritos de crianças).
4- Exu Gira-Mundo = Linha de Xangô.
5- Exu Tranca-Ruas = Linha de Ogum.
6- Exu Marabô = Linha de Oxossi.
7- Exu Pinga-Fogo = Linha de Yorimá (opera com espíritos de Pretos Velhos).

CABOCLOS
São índios civilizados. Mestiços de índio e branco. Camponês de pele muito bronzeada. Nome genérico para mestiço para espírito aperfeiçoado de ancestral indígena brasileiro, representando um Orixá (Entidade) ou a si próprio, o qual “baixa” nos terreiros de Umbanda, Macumbas e Catimbós ou outros com influência ameríndia. A cor avermelhada, acobreada. Ex.: “vermelho-caboclo”.
1- Caboclo Araribóia = Guia-Chefe de Legião, Linha de Oxossi.
2- Caboclo Arranca-Toco = Entidade-Guia, Chefe de Legião na Linha de Oxossi. (afasta dificuldades)
3- Caboclo Arruda = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Oxossi.
4- Caboclo Cobra-Coral = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Oxossi.
5- Caboclo da Pedra Branca = Entidade Chefe de Falange ou Legião na Linha de Xangô.
6- Caboclo das Sete Encruzilhadas = Entidade, Chefe de Falange, na Linha de Oxossi.
7- Caboclo do Sol e da Lua = Entidade, Chefe de Falange, vibração na Linha de Xangô.
8- Caboclo do Vento = Entidade, Chefe de Falange, na Linha de Xangô.
9- Caboclo Guiné = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Oxossi.
10- Caboclo Malemba = Entidade representante de Oxalá, em Candomblés de Caboclo.
11- Caboclo Pena Branca = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Oxossi.
12- Caboclo Treme-Terra = Entidade, Chefe de Falange, na Linha de Xangô.
13- Caboclo-Menino = Qualquer espírito infantil em Cultos de Umbanda.

CABOCLAS
1- Cabocla Estrela do Mar = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Iemanjá.
2- Cabocla Indaiá = Entidade, Chefe da Falange das Caboclas do Mar, na Linha de Iemanjá.
3- Cabocla Iansã = Entidade que representa o Orixá Iansã e é Chefe de Legião, na Linha de Iemanjá.
4- Cabocla Iara = Entidade, Chefe da Falange das Caboclas do Rio, na Linha de Iemanjá. Também chamada Mãe d’Água.
5- Cabocla Jurema = Entidade-Guia, Chefe de Legião, na Linha de Oxossi.
6- Cabocla Nanã = Entidade que representa o Orixá Nanã e é Chefe da Falange das Ondinas, na Linha de Iemanjá.
7- Caboclas do Mar = Falange de seres espirituais que vibram na Linha de Iemanjá. Cujo Chefe é a Cabocla Indaiá.
8- Cabocla do Rio = Falange de seres espirituais que vibram na Linha de Iemanjá. Cuja Guia-Chefe é a Cabocla Iara.
9- Cabocla Sereia do Mar = Entidade Chefe de Legião, na Linha de Iemanjá.

Obs.: Entre os vários Caboclos e Caboclas existentes, citei somente os que estão acima, por achar, os mais conhecidos.
Esta parte dedicamos a vocês que estão a visitar a página da Ilé Yorimá (didática), fazendo algumas perguntas e dando algumas frases para vocês analisarem:
PERGUNTAS?
Se és um Umbandista e conheces muito sobre essa seita, perguntamos-lhes será que todos Umbandistas sabem definir o que é Linha e suas subdivisões? O mesmo perguntamos sobre Falange?
Se és um simples principiante da Umbanda, e da qual procuras tirar algum proveito para o teu bem estar, e de servir ao teu próximo, tenho a certeza de que adquiriste este conhecimento, ou seja, no intuito de melhor seus conhecimentos?
Aos leigos, antes de entrares em qualquer Casa de Umbanda, você saberá investigar e avaliar o tipo de Umbanda praticada, para não entrar numa fria?
FRASES PARA MEDITAR:
1- A ilusão que temos de que somos infelizes praticando “O BEM”, ao passo que outros são felizes praticando “O MAL”, é puramente objeto de uma concepção mal formada, e de um espírito mal orientado.
2- A descrença nada mais é do que uma falta de fé e uma falta de raciocínio tão comum em quase toda a humanidade.
3- O homem só acredita naquilo que vê ou que sente, quando essa prova é por demais irrefutável, e quando a carapuça se lhe enterra até as orelhas.
4- Fora disso, ele é um relaxado, e pouco importância dá aos fenômenos que o cercam, sem de longe perceber que está incorrendo em um erro gravíssimo.
5- Se o homem procurasse refletir um minuto sequer, e aproveitasse o seu raciocínio, analisando detidamente todos os fenômenos que circulam em seu redor, forçosamente haveria de compreender que ele não está sozinho, e que uma grande força o conduz em todas as circunstâncias.
6- O homem será forte e dominará todos os obstáculos, quando vier a compreender que dentro de si próprio existe uma força superior que vive em estado latente, e que surgira tão cedo desenvolva ele o poder da sua mente.
7- Assim eu digo: A Umbanda “branca” é a Luz Divina, é a Força, é a Fé, ou melhor: é a própria vida.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

UMBANDA - MITOS E RELIDADES

1. Pode uma pessoa praticar o mal sob influencia de espíritos?
Sim pode, tanto quanto pode praticar o bem, também influenciada pelos espíritos. Mas estejam certos de que para que as influencias negativas ou positivas atuem em nossas vidas devemos estar sintonizados com tais vibrações.
Portanto orai e vigiai. Você tem seu livre arbítrio e é o único responsável pelas companhias que atrair, tanto carnais como espirituais, e que permitir atuar em sua vida.

2. Todos somos médiuns?
Todos nós somos sensitivos, mas alguns em um grau mais elevado que o outro. Esses diferentes níveis de sensibilidade podem ser compreendidos com diversas formas de mediunidade que está liga a missão que o individua tem aqui na terra. Alguns são médiuns de incorporação, outros intuitivos, videntes, audientes, de efeitos físicos, de psicofonia e de psicografia, todos passíveis de desenvolvimento de acordo com o livre arbítrio de cada um.

3. O Médium quando está incorporado sabe tudo o que está acontecendo e o que a pessoa está falando com a Entidade?
Normalmente sim. A grande maioria dos médiuns é consciente ou semiconsciente como falam, ou seja sabem o que está acontecendo mas não tem ingerência sobre as atitudes da entidade.
Normalmente logo após a consulta o médium ainda lembra de alguma coisa, que vem como “flash”, mas logo depois vão esquecendo aos poucos. Somente médiuns inconscientes é que não sabem o que se passou durante uma consulta, mas é muito raro este tipo de mediunidade.
Mas se a sua preocupação é se você pode conversar qualquer assunto com a entidade que o médium não vai contar pra ninguém, isso aí dependerá da índole do médium e da Casa que ele trabalhe, mas não se preocupe, pois o princípio básico de uma casa de Umbanda séria é o sigilo em respeito às consultas e o respeito com os problemas de cada um.

4. Se uma pessoa tem que trabalhar mediunicamente e se a mesma não entrar para um Centro ela poderá receber um guia ou entidades na rua, em casa, no trabalho ou em outro lugar?
Não. Uma Entidade Guia ou Protetora “de Luz” não irá de forma alguma expor a pessoa ao ridículo ou a situações constrangedoras incorporando em lugares públicos. O fato é que se a pessoa é médium, e tem como missão trabalhar mediunicamente e opta por não desenvolver sua mediunidade isso não faz com que ela deixe de ser médium. O que acontece é que sua mediunidade ficará embrutecida e desamparada expondo a ação de espíritos trevosos que poderão, esses sim, manifestarem em locais públicos colocando a pessoa em situações embaraçosas e de risco.
A Umbanda ou outra religião qualquer serve para nosso crescimento moral e espiritual e como um elo de religação com Deus, freqüentar ou participar ativamente de uma deve ser uma opção particular de cada um e não uma imposição.
Devemos saber que pelo fato de termos uma mediunidade mais aflorada nos torna imãs, atraindo toda e qualquer energia que estiver nos ambientes aos quais freqüentarmos, o desenvolvimento dessa mediunidade, se faz necessário para aprendermos a lidar com essas energias e controlar as manifestações e termos a oportunidade através do trabalho mediúnico de resgatarmos nossos kármas e compromissos assumidos antes de reencarnarmos.
Negar e fugir disso não nos levará a nada, é claro que existem outras formas de praticarmos a Caridade, trabalhar mediunicamente deve ser uma opção e não uma imposição. Cada um com seu Kárma, missão e vontade.

5. É verdade que a pessoa que entra para trabalhar na Umbanda não pode mais sair, porque atrasa a vida?
Não, não é verdade. Como também não é verdade que a vida da pessoa em questão vai pra frente se ela entrar para a Umbanda.
O que ocorre é que ao entrar para a corrente de um terreiro de Umbanda a pessoa passa a dar vazão e a desenvolver sua mediunidade, assume compromissos e responsabilidades, se tranqüiliza e se harmoniza vibracionalmente e evolutivamente, ou pelo menos deveria.
O “atraso na vida” da pessoa ocorre porque ela deixa de se equilibrar, evoluir e fazer caridade. Conseqüentemente ela deixa de ter tranqüilidade para resolver até o mais simples dos problemas. Mas isso ocorre porque a pessoa saiu do Terreiro, mas não deixou de ser médium e continua recebendo influência do Astral. E se ela não continuar com suas responsabilidades em ter uma vida regrada, de conduta ilibata e não praticar a caridade de alguma forma, receberá maior influencia do Astral inferior, segundo a Lei das afinidades.
Que fique bem claro que não é o ingresso da pessoa ou a sua permanência na Umbanda, ou qualquer outra religião, que fará com que a vida da pessoa “ande pra frente” ou que todos os problemas dela se resolverão. Temos que ter a consciência de que é a sua conduta moral, seu desejo de praticar a caridade, de ajudar ao próximo, de buscar sua evolução é que será determinante se ela vai melhorar ou não, é uma questão de merecimento pessoal. A Umbanda através de um Terreiro sério lhe dará a oportunidade, o conhecimento e o meio, cabe a pessoa abraçar ou não.

6. É, mas uma vez eu ouvi um médium dizer que se ele abandonasse as entidades o castigariam? Isso é verdade?
Não, a entidade não faria isso. Certamente era o médium que em suas limitações de conhecimento entendia assim. Na verdade o que muito provavelmente aconteceria, se fosse em um Terreiro sério e com entidades sérias, a Entidade faria era aconselhar e alertar o médium quanto ao perigo que ele estaria sujeito ao abandonar a Umbanda ou seu compromisso mediúnico.
Entidade Protetora ou Guia, não bate ou castiga seu médium, ela respeita a sua opção e o livre arbítrio que lhe foi outorgado por Deus. Ele não tem ingerência sobre isso.
Como dito anteriormente, o médium ao se afastar do seu compromisso mediúnico ou do terreiro, não deixa de ser médium por isso, de acordo com o que faça da sua vida a partir daí é o que vai justificar sua nova condição, se fizer coisas boas continuará recebendo boas influências, mas se levar uma vida desregrada receberá influências negativas ou ruins.
A Umbanda, tão pouco seus guias e protetores, não têm função de nos punir e sim de orientar e amparar.

7. O que é um “guia de frente”?
É a entidade que chefia a coroa do médium, é representante direto de seu Orixá Regente. É responsável em comandar todas as entidades e guias que trabalhem na coroa do médium ela traz as orientações e ordens diretas do Orixá Regente. São também conhecidas como mentores. Em alguns terreiros pode ser também um Preto-velho ou um Caboclo.

8. Pode duas ou mais pessoas receber entidades com o mesmo nome?
Certamente que sim. Aliás isso é bastante comum de acontecer da mesma maneira que encontramos pessoas com o mesmo nome.
Podemos observar várias entidades se identificando como: Caboclo Rompe Mato, por exemplo, isso não quer dizer que é a mesma entidade ou o mesmo espírito, e sim entidades que trabalham em um mesmo campo vibracional.
Na verdade se paramos para pensar realmente, o nome é o menos deve importar, mas sim o grau de comprometimento com a caridade.

9. Como é o desenvolvimento de um médium Umbandista?
Embora esta questão seja bastante específica e a resposta varie de terreiro para terreiro, como a maioria das questões sobre ritualística e fundamentos, vejamos alguns pontos que devem ser observados.
a) É fundamental uma avaliação minuciosa do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É de suma importância que ele esteja certo de que é isso que deseja para si e para sua vida, que entenda que a Umbanda é uma religião que o ajudará na sua evolução através da Caridade e não é para resolver seus problemas.
b) A casa que ele escolher para realizar este empreendimento deve estar o mais próximo do que ele acredite, entenda e queira para si. É fundamental que seja uma casa séria e comprometida com a caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.
c) As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atender as diversas aspirações. Por isso antes de qualquer coisa ele deve freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se e estudar até ter certeza que ali é o seu lugar.
d) Cada casa tem um critério para se fazer parte da corrente, procure saber qual é. Ao entrar para a corrente deverá seguir rigorosamente as orientações do Dirigente e da Entidade chefe ou das pessoas a sua ordem.
e) Entender que nãos será umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se seguindo as orientações recebidas, que sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada.
f) Participar de todas as seções que esteja, abertas aos médiuns novos, estudar e se dedicar com afinco, buscando sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente a evolução espiritual e moral, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento para as Entidades Protetoras e Guias.
Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação e o desenvolvimento de sua mediunidade, se entregue de corpo e alma, sem medo. É essencial lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se afinizando. Não tenha pressa, o tempo que você levará para incorporar, dar passes, dar consultas, só dependerá de você mesmo, de sua dedicação empenho e preparo seguindo as orientações que lhe forem passadas.

10. É verdade que homens que trabalham com entidades femininas são Gays ou podem se tornar?
Não, não é verdade. O que determina a preferência sexual de uma pessoa é ela mesma e não a entidade, aliás ninguém tem ingerência sobre este assunto, isso é um pensamento machista e preconceituoso, a Umbanda não coaduna com pensamentos retrógrados. Ninguém vira ou se torna homossexual, ou ela é ou não é, isso é uma característica dela e deve ser respeitado O médium é um medianeiro, um aparelho para a espiritualidade trabalhar pela expansão da caridade, assim sendo a entidade não interfere na personalidade do médium, senão todos que incorporarem Ogum serão guerreiros, e quem trabalha com todas as linhas sofre de personalidades múltiplas. Então se for assim mulheres também não podem trabalhar com entidades masculinas pois se tornarão lésbicas.
Temos que mudar esta mentalidade e acabar com o preconceito dentro dos Terreiros. A Umbanda tem lógica e coerência, o que deve realmente interessar não é a preferência sexual do indivíduo, mas o quanto de caridade e amor a pessoa tem para fazer e dar, o quão dedicado a espiritualidade ela o é, e o quão envolvido com o astral superior ela esteja.

11. Como funciona a hierarquia dentro de um terreiro de Umbanda?
Dentro de um terreiro de Umbanda deve existir organização e disciplina. E para manter essa organização e disciplina deve existir também um sistema hierárquico. Alguns Terreiros dividem-se em parte administrativa e espiritual.
A parte administrativa funciona como uma associação normal, com Presidente, Tesoureiro, Secretários e outros cargos que possam vir a serem úteis na composição de seu estatuto. Já a parte espiritual é comum ser dividida da seguinte forma:
a) Babalorixá e Ialorixá: São os Dirigentes do terreiro, o Sacerdote (Babalorixá) ou a Sacerdotisa (Ialorixá). É o Responsável espiritual por tudo que acontece nas gírias, antes, durante e depois. São também chamados de pais e mães-de-santo. Eles têm a função de cuidar e zelar espiritualmente do Terreiro e dos médiuns, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados ao público. São os responsáveis em fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo astral superior.
b) Pai Pequeno e Mãe Pequena: São as segundas pessoas na hierarquia de um terreiro. Tem como função auxiliar e substituir quando necessário o Babalorixá e a Ialorixá. Outras funções específicas variam de terreiro para terreiro.
c) Médiuns de Trabalho: São os médiuns que trabalham incorporados, cujas entidades já dão consulta e já passaram por todos os preceitos do terreiro, que também variam de Terreiro para Terreiro.
d) Médiuns em Desenvolvimento: São Médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento, ainda não passaram por todos os preceitos da casa. Em alguns Terreiros ele podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha de trabalho, mas não são autorizados a dar consultas. Estão sendo preparados para tornarem médiuns de Trabalho. Ajudam no auxílio as entidades incorporadas.
e) Cambonos: São os responsáveis para auxiliar as entidades, esclarecer a assistência quanto as obrigações passadas, coordenar a entrada da assistência nas consultas e passes.
f) Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã: É a pessoa responsável pela puxada dos pontos cantados e bater ou tocar o atabaque, quando utilizados pelo Terreiro. Sua função é a de ajudar na evocação das entidades e auxiliar a manter a agrégora positiva da Casa durante as seções.
Deixemos bem claro que todas as funções são importantes dentro da organização de um Terreiro e nenhuma é melhor ou pior que a outra, o respeito e a disciplina deve sempre ser elementos básicos da convivência entre todos, deve-se tomar muito cuidado com a vaidade e a inveja, sentimentos que devem ser sempre repudiados por todo e qualquer umbandista.

12. O que pode ou não dentro dos rituais praticados nos Terreiros serem considerados de Umbanda?
Podemos observar a enorme confusão que as pessoas fazem em relação ao que faz ou não parte dos rituais da Umbanda e o que faz um terreiro serem considerados de Umbanda.
Em primeiro lugar a premissa básica para que se determine que um terreiro seja UMBANDA é a caridade que se pratica no local. Não podemos confundir fundamentos com elementos de rito ou culto. Em primeiro lugar é fundamental estabelecermos algumas premissas básicas para o perfeito entendimento a respeito da diferenciação do que seja “fundamento” de “elemento de rito”.
Fundamento: é tudo que existe velado ou não, dentro do terreiro que “fundamenta” e direciona seus trabalhos. Estabelece suas linhas de força trabalhada e cultuada, assim como a missão da Casa. Ou seja, interfere e determina o resultado final dos trabalhos realizados. É estabelecido pelos Dirigentes espirituais. Exemplo: firmezas ou pontos de força estabelecidos no Gongá.
Elemento de Rito: é tudo que existe, velado ou não, presente ou não, que não interfere no resultado final dos trabalhos e nem na missão da Casa. É estabelecido pelo sacerdote.
Entendido isso vejamos então o que determina realmente se um terreiro é de Umbanda ou não?
a) Na umbanda o atabaque é elemento de rito, ou seja, a presença ou não do atabaque NÃO interfere no RESULTADO final do trabalho. A gira pode ficar, e fica mesmo, mais alegre, mais “vibrante”, mas o resultado final é o mesmo. As entidades incorporam e fazem seu trabalho da mesma maneira.
b) As roupas (saias rodadas, etc.) são elemento de rito, o fato de serem brancas é que é fundamento, ou seja, se as mulheres trabalham com “baianas” rodadas ou sem roda, ou de jalecos não interfere no resultado final do trabalho. As roupas coloridas podem ser usadas em giras festivas. Vai da preferência do sacerdote.
c) Sacrifício de animal não é fundamento e muito menos elemento de rito da umbanda, entretanto é e tem fundamento em outras religiões.

Esses simples exemplos servem apenas para ilustrar, pois é tão fácil e simples saber ou detectar se um terreiro é de umbanda ou não. Há caridade? Não há cobrança por trabalhos, consultas ou passes? Não há sacrifício de animais? Então é umbanda. Fácil, não? O resto, ou quase tudo, é elemento de rito.
13. Qual a necessidade ou a importância do uso de roupas brancas?
A “Roupa Branca” usada pelos médiuns nos rituais de Umbanda, deve ser tratada de maneira especial e usada exclusivamente para este fim.
Ela representa a pureza e a simplicidade, além do branco ser uma cor que absorve a vibrações mas não as retém.

14. Qual o objetivo dos banhos de ervas?
Tem ervas que são para descarrego, outras para energização e outras com ambas as funções, outras simplesmente preparatórias para algum tipo de trabalho.
Dependendo da necessidade o médium ou o consulente, tomará seu banho de ervas objetivando sempre uma boa harmonização com as forças da natureza, para a consecução dos objetivos propostos.
Os banhos de ervas necessitam de uma ritualística preparatória e não devem ser tomados indiscriminadamente, só devem ser tomados sob orientação da Entidade ou do Dirigente do Terreiro ou de pessoas a sua ordem, pois sem o conhecimento específico do problema e do objetivo a ser alcançado, o banho pode ter efeito contrário. Por exemplo se a pessoa tiver agitada demais não deverá tomar banho de ervas Ogum ou Iansã, pois poderá ficar mais agitada ainda.

15. Porque batemos a cabeça no gongá?
O “bater a cabeça” é um gestual que representa humildade e respeito, é uma ato de oferecimento de seu Ori (coroa), de reverencia e agradecimento à Coroa Regente da Casa e de pedido de benção.

16. E os colares na Umbanda?
Os “colares”, os quais chamamos de “guias”, são utilizados para auxiliar fixação da vibração do Orixá e tem a função de atração ou proteção.
Utilizar ou não, a quantidade de contas e quanto o tipo varia de Terreiro para Terreiro conforme a orientação da Entidade Chefe ou do Dirigente. Mas elas não devem ser compradas, pois devem ser preparadas pela própria pessoa segundo os preceitos de cada casa.

17. Na Umbanda não existe sacrifícios de animais? Mas já vi terreiros que praticam esses rituais, então eles não são Terreiros de Umbanda?
Não, não são terreiros de Umbanda. A Umbanda anunciada e fundada como culto pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas não tem a prática de sacrificar animais.
O que precisa ficar bem claro é que Terreiro que pratica sacrifícios de animais, seja para iniciações, descarrego, oferendas ou qualquer outra coisa, não é um terreiro de Umbanda, mas sim outra forma de culto que não nos cabe discorrer sobre.

18. Porque fazer firmeza para Exús e Pombas-gira?
Exús e Pomba-giras são nossos guardiões e defensores dos ataques do astral inferior. Ao fazermos firmeza para eles estamos fornecendo pontos de energização e fixação de energia que visam a facilitar este trabalho.

19. Como é o trabalho de um Exú e uma Pomba-gira?
Como já vimos Exús e Pombas-gira trabalham para nossa defesa e proteção. Atuam nas regiões umbralinas ou onde sua presença se fizer necessária. São verdadeiros soldados do astral envolvendo os trabalhos de defesa com sua energia equilibradora.

20. Qual é a importância de uma gira de Exús?
As giras de exus servem para expurgar, descarregar, encaminhar, limpeza do terreiro, dos médiuns e de todos os trabalhos de desobsessão do mês.
Servem também para oportunizar a estas entidades maravilhosas, através da incorporação e da consulta, sua evolução e na busca de conselhos de assuntos mais de terra.
Não podemos esquecer que eles é que dão o primeiro combate contra as forças trevosas, são eles que nos defendem, que representam e levam as ordens dos enviados de orixás aos níveis mais baixos da crosta, são eles os executores dos kármas, que limpam, descarregam e atuam como elementos magísticos no desmanche de trabalhos de magia negra.

21. Porque algumas entidades na Umbanda bebem e fumam?
A Umbanda, seus médiuns, os espíritos que nela trabalham e, em particular, os espíritos que trabalham na linha de Exu são alvos de muitas críticas devido ao uso da bebida alcoólica e do fumo durante seus trabalhos. Essas críticas baseiam-se no conhecimento, com o qual concordamos plenamente, de que o vício e a mediunidade responsável são incompatíveis.
Por isso, a Umbanda é comumente associada a espíritos ainda muito apegados à matéria e/ou a médiuns despreparados e de precária estrutura moral. É claro que temos entidades que por estarem em um plano ainda próximo ao da terra guardam os vícios de uma encarnação recente, bem como médiuns que se utilizam das entidades para se embriagarem. Mas isso não é regra, não é porque uma entidade bebe e fuma que ela é um espírito inferior, o fumo e a bebida também fazem parte da caracterização da entidade e ajuda na comunicação entre a entidade e consulentes que associando, por exemplo, um preto-velho que fuma cachimbo ou um Exu que bebe marafo como legítimos e, portanto, dignos de confiança e respeito.Muita das vezes, mesmo pessoas cultas podem levantar dúvidas quanto à legitimidade da comunicação mediúnica quando ela não envolve o uso desses instrumentos de caracterização da entidade (nos quais se incluem, também, a mudança de voz ou de postura física do médium, embora esses elementos tenham suas devidas funções, como se explicará melhor em outra oportunidade). Essa caracterização das entidades é fundamentada em processos culturais desenvolvidos desde os tempos antigos e presentes no surgimento da Umbanda e facilitam que o médium iniciante reconheça e assimile a personalidade da entidade, permitindo que a entidade se expresse sem maior influência da sua personalidade, já que o médium se torna mais flexível a uma realidade psíquica estranha à sua.
Dentro do conceito elemental, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda. Já o Álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o "Fogo líquido", de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do Álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido.
O fumo, Tabaco, o álcool são considerados um "Elemento de Poder", usados há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura.Tudo que é sagrado traz o divino e as virtudes para nossas vidas, sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vicio. Assim o mesmo tabaco e o álcool que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana.

JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...