terça-feira, 24 de agosto de 2021

Texto ENORME que só trás VERDADES!

Infelizmente estamos vendo médiuns na corrente que sentem ali um arrepio, e entram numa ânsia frenética, começam ali a estremecer o corpo e pronto já tomam a forma de uma entidade, e você olha e se depara ali com o médium sem estar com nada, mas ele pensa que está, assume ali um personagem, começa uma verdadeira interpretação, é ai onde entra o deslumbramento e a fantasia, muitas vezes guiadas pela ânsia de não ficar para trás na corrente, pois querem por que querem incorporar com os guias, muitos médiuns realmente não fazem por mal, fazem por falta de conhecimento, estudo, aprimoramento e falta de acompanhamento idôneo e doutrinário. Nestes casos é fundamental o acompanhamento de um dirigente comprometido com sua missão.

E esse deslumbramento tem trazido consequências sérias porque estamos vendo manifestações espirituais extremamente fora da realidade do que deveriam ser, médiuns fantasiosos, criando e fazendo ações que fogem completamente do que deveria ser uma manifestação de um determinado guia, e muitos desses médiuns equivocados estão vestindo a roupagens de guias e entidades idôneos, porque o médium fantasia e projeta na manifestação como se fosse algo real, como se fosse oriundo de fato da entidade, nesse momento nos deparamos com entidades e guias fazendo e tomando posturas que jamais aquela entidade ou guia iria tomar de fato, simplesmente porque não pertencem a eles, foi fruto da imaginação do médium.

Isso pode gerar um grande problema, o médium sugestionado e fantasioso, pode abrir canais de acesso a espíritos mistificadores que irão brincar com suas fantasias, os tornando verdadeiros fantoches, e quando se cansam colocam o médium em situações vexatórias, muito complicadas de serem revertidas.

E por que será que isso tem estado tão evidente em várias manifestações espirituais que temos visto, no meu entendimento um dos motivos claros é a busca de algo moderno, levando o sub título de evolução e facilidades.

Muitos falam daquela Umbanda mais antiga, até atribuem a ela chamando-a de primitiva, mas nessas Umbandas as manifestações eram mais verídicas, sustentáveis, verdadeiras, lembro-me que um médium levava tempo até se acoplar de fato com um guia, ele tinha que se devotar a sua mediunidade, aos estudos, cumprir etapas.

Antigamente o médium fazia todo um preparo adequado para estar indo num terreiro, fazia seus preceitos e resguardos, se dedicava a buscar as ervas na mata, ervas secas eram somente em último caso, o médium entrava numa mata a procura de ervas, havia todo um ritual, para entrar e sair daquela mata, o médium ia colhendo as ervas e ia implorando, rezando para os guias e os Orixás que cada erva colhida tivesse seu princípio ativado pelo espiritual, hoje nossos médiuns são preguiçosos, buscam facilidades, banhos de ervas frescas para alguns se tornou desnecessário, para que né ter trabalho na maceração e no quinar as ervas, basta ali ferver a água e jogar as ervas secas dentro. Mas será que tem o mesmo resultado, responde é claro a certos princípios energéticos, mas não é a mesma coisa. Fora que esse contato pessoal na natureza, levava o médium a meditações profundas, era uma forma de conexão com seu guia e protetor. Hoje em dia há mais dificuldades sim, mas o médium tem alternativas de plantar suas próprias ervas, pensemos sobre isso, fora que é um prazer se ter e ver as ervas nascendo e crescendo e depois a utilizarmos para nosso benefício, isso não tem preço.

O médium chegava no terreiro com uma hora de antecedência, em resguardo, ficava ali de frente ao altar, em oração, firmando o anjo da guarda, pedindo proteção para aquela gira que estaria iniciando com muito respeito, hoje a grande maioria chega as pressas e na correria, nem tem tempo de esfriar o corpo da rua.

Hoje os médiuns vão para a gira com o corpo sujo, muitos até depois de terem ingerido bebidas alcoólicas, praticado sexo, ido em bares, cemitérios, hospitais, uns até pior usam drogas.

Ai pergunto como jogar água limpa num frasco sujo, a água se contamina, fica impura.
A fantasia e o deslumbramento tem feito médiuns extremamente perturbados em suas vidas, porque há consequências de se brincar com forças espirituais, porque um médium assim se torna alvo fácil de espíritos mistificadores, nefastos, viciosos.

Nos deparamos com isso em supostas giras de trabalho, onde estamos vendo médiuns extremamente alcoolizados, entidades falando verdadeiras barbaridades, prejudicando e arruinando vidas, de pessoas leigas que não sabem distinguir uma manifestação espiritual verdadeira de uma mistificada.

O deslumbramento ele surge quando o médium por gostar e admirar demais uma determinada linha ou entidade, e quer ter aquilo para ele, então começa a fantasiar, são médiuns que não podem ouvir um ponto cantado que já falam que estão sentindo a vibração do guia, quando na realidade é fruto da sua própria mente.

Estamos vendo médiuns que estão perdendo completamente a percepção de si mesmos, certa vez num trabalho na mata vi um médium que achava estar com um boiadeiro, a suposta entidade estava a laçar galinhas que estavam soltas no santuário. Ai pergunto isso é comportamento de um boiadeiro? E o mais triste que estamos vendo dirigentes se deparando com tais posturas, e fingem não ver, mas até isso tem uma explicação.

As raízes fundamentadas da Umbanda tem se perdido, há genética boa da Umbanda tem perdido espaço para maus dirigentes que tem sido péssimos doutrinadores de médiuns, porque vejam se o médium aprendeu o errado ele fatalmente irá ensinar a outros médiuns o errado é uma lógica, virando um círculo vicioso, porque se ele não aprendeu o certo, ele não saberá ensinar o certo aos futuros filhos no santo. Percebam o quanto é grave isso para o seguimento de Umbanda, são cegos guiando cegos, e as raízes antigas estão se perdendo para essa Umbanda moderna, cheia de facilidades, mas com ela está vindo uma Umbanda cheia de médiuns deslumbrados, fantasiosos e pior e mais trágico mistificadores.

Essas fantasias e deslumbramentos estamos vendo nítido em manifestações cheias de luxo, cheias de ganância, vaidades, médiuns que estão usando a roupagem de guias e entidades para proveito próprio, e sem pudor nenhum colocam ali vídeos, filmagens, como se não houvesse mais pessoas da religião pensantes, tudo tem sido aceito, tudo muito conveniente.

Hoje o médium ele tem catado o guia a laço, e não o guia pego ele, ele dá ali uma estremecida e pronto já está com o guia fulano de tal, veste o personagem, como numa cena teatral, mas guias e entidades estão longe de estarem ali.

Até a roupagem de determinadas linhas e falanges estão sendo adaptadas ao gosto do freguês. As consequências serão gravíssimas porque a cobrança cedo ou mais tarde chega.

Na situação atual tem trazido reflexões muito sérias, qual o futuro de nossa amada Umbanda, que tipo de médiuns estamos formando para dar seguimento as nossas raízes?

Será que o objetivo da Umbanda não está cedendo lugar a interesses escusos e gananciosos?

Por que tanta vaidade, onde sempre foi ensinado sobre simplicidade, humildade, caridade?

Será que nossas entidades querem isso mesmo, esse luxo, essas vaidades, essa ganância desmedida por espaço e poder?

Precisamos tomar cuidado, porque estamos saindo da essência da Umbanda e dando lugar para algo totalmente fora dos princípios da mesma.

Nossos guias e entidades não precisam de festas regada de bebidas e comidas caras, eles nunca pediram isso, os espíritos nunca exigiram tais coisas para que a caridade fosse cumprida de fato. Mas para alguns é bonito estar luxuosamente vestido, bebendo litros, competindo ali um com o outro, quem aguenta mais ficar de pé, antes bastava um médium de alma limpa e disposto para que um guia fizesse seu trabalho, hoje os médiuns querem aparecer mais que os próprios guias que se dizem manifestar.

Cada dia mais nos chega, mas críticas duras, denúncias de terreiros e supostos médiuns que tiraram proveito da credulidade e ingenuidade alheias, ai deixo a pergunta no ar, é essa a imagem que estamos deixando sobre o que é Umbanda, porque o negativo sempre chama mais a atenção infelizmente, casas sérias e idôneas estão sendo cada vez menores, está faltando médiuns corretos, comprometidos e idôneos e está sobrando médiuns teatrais, deslumbrados e fantasiosos.

A coisa mais difícil que tinha era você conseguir uma filmagem ou mesmo foto de um guia incorporado você tinha que se virar nos 30 para tirar uma foto ou fazer uma filmagem porque para os guias isso era vaidade, hoje estamos vendo guias fazendo pose para fotos, passando na frente da câmera porque querem aparecer na filmagem. Guias? ou médiuns? Fora que muitas dessas fotos estão sendo usadas para denegrir a Umbanda, com comentários pejorativos e depreciativos. reflitam.

Entendam que acoplar um guia, não é sentir apenas ali um arrepio pelo corpo, acoplar um guia é todos os seus sentidos, seu corpo inteiro, sua mente, é tomada por uma energia maravilhosa que é inconfundível.

Não mintam nem para vocês e nem para ninguém, é muito feio fingir estar com um guia, cedo ou mais tarde você pode se deparar numa situação e ser desmascarado, e o médium nunca mais será o mesmo.

O médium tem que ter dignidade, pudor, vergonha, porque um médium que finge lhe falta caráter, idoneidade, AMOR PELA FÉ.

Para os médiuns que estão se iniciando, NÃO TENHAM PRESSA, respeitem suas etapas mediúnicas, se dediquem, vão estudar, sejam comprometidos, não busquem facilidades e nem oportunidades que visam pular essas etapas. Não importa se o irmão do lado incorporou em 3 ou 4 meses, não importa se você levar anos, o que importa é que quando acontecer seu acoplamento mediúnico ele seja verdadeiro, autêntico e não uma farsa.

Espero que esse texto abra profundas reflexões a respeito desse assunto, ajudando e trazendo aos médiuns maiores conscientizações do seu papel como médium umbandista.


PRETOS VELHOS, história!

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:

Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc.

Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês. A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituíam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários.

Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana.

Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum). Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande(escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea (libertação dos escravos).

OS NOMES DOS PRETOS-VELHOS
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto.

Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estarem eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola).

O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda". Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:

Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João, Pai Congo, Pai José D'Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).

ATRIBUIÇÕES
Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma. Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Preto-Velho.

Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos.

Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega.

Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro.

Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).

CARACTERÍSTICAS:
Linha e Irradiação.
Todos os Pretos-Velhos vêm na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente. Fios de Contas (Guias). Muitos dos Pretos-Velhos gostam de guias com contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
Dia da semana:
Segunda-feira
Chakra atuante:
básico ou sacro
Planeta regente:
Saturno
Cor representativa: preto e branco;

Saudação:
Cacurucaia, (termo muito usado nos terreiros para designar a pessoa (encarnada ou desencarnada) muito idosa), deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”.
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.

Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Pretos-Velhos De Oxum
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. Às vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.

Pretos-Velhos De Xangô
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos-Velhos De Iansã
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos-Velhos de Oxossi
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: a de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico": Oxossi.

Pretos-Velhos De Nanã
São raras, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas à volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo. Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta. São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.
Pretos-Velhos De Obaluaiê

São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando, no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido à elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos. Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos-Velhos De Yemanjá
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Pretos-Velhos De Oxalá
São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos. Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom comportamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.

Você Aprendeu:
Quem são os Pretos-Velhos.
Como a falange de Pretos-Velhos se formou na Umbanda.
Sobre os nomes dos Pretos-Velhos.
As atribuições dos Pretos-Velhos.
A Mensagem dos Pretos-Velhos.
As Características da Falange dos Pretos-Velhos.
As comidas oferecidas aos Pretos-Velhos.
As diferentes apresentações e especialidades dos Pretos-Velhos de cada irradiação.



JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...