terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

MARIA PADILHA, QUEM É ESTA POMBO GIRA?


Diz a lenda ou uma das histórias de Maria Padilha, que ela foi amante de D Pedro I de Castela, que antes teria ido para o castelo, para ser dama de companhia da mãe de D Pedro I. 
D.Pedro I já estava de casamento marcado, mas era apaixonado por Maria Padilha e já tinham 4 filhos. 
D Pedro I para seguir o protocolo e criar uma aliança com a França, se casou com Branca de Bourbon, porém, 3 dias após o casamento ele foi em busca de sua amada, Maria Padilha. 
Casaram-se escondido, e assumiram seu amor só após a morte da esposa Branca de Bourbon, que morrerá envenenada aos 25 anos de idade. 
Tempo depois a morte de Branca, Maria Padilha foi acometida da peste, que naquela época 1361, não havia cura e nem remédio, e morre Maria Padilha. 
O rei D Pedro I, assume para todos o amor por Maria Padilha e a torna rainha mesmo após a sua morte. 
Vale aqui lembrar que esta é a história da Maria Padilha de Castela, que iniciou os trabalhos no mundo espiritual como Exu Mulher, cada Maria Padilha terá a sua história de vida, que será diferente desta. 
Como dito em outro artigo, Chefe de Falange não são incorporados, o que incorporamos são espíritos que trabalham para esta linha.
Dito isto teremos então muitas Marias Padilhas incorporadas ao mesmo tempo e às vezes no mesmo terreiro e uma pode e será diferente da outra, sem que nenhuma esteja mentindo. 
Características de Maria Padilha 
Uma das principais entidades da esquerda Umbanda e no Candomblé, Exu Mulher, Pombo gira de grande força e de muita procura pelos consulentes. 
Sensual, bonita, alegre que trabalha para qualquer tipo de situação, trabalho, saúde, abertura de caminho e para o amor.
Mas que é muito procurada nos terreiros de Umbanda para as questões amorosas, para amores mal resolvidos, mas por ser um espirito de Luz e Chefe de Falange, ela não faz o mal, não desfaz casamentos ou faz amarrações. 
Em outro artigo eu falei que os quiumbas (seres ainda em evolução) é que fazem o mal, Pombo Giras e Exus de verdade, batizados e coroados, não praticam o mal e nem fazem pacto com ninguém.
Ela ajuda com amores correspondidos, mas que estão complicados, nada de desfazer um casamento para arrumar outro, este não é o trabalho de nenhuma entidade que trabalhe na Umbanda, nem da esquerda e nem da direita. 
Gosta das cores vermelho e preto, um bom champanhe, cigarros ou cigarrilhas e se possível rosas vermelhas. 
A incorporação é rápida, quando chega dá a sua gargalhada e dança, a gargalhada é para afastar as energias ruins e avisar que ela chegou e vai levar tudo que estiver de ruim no ambiente.
Suas guias também são vermelhas e pretas, pode usar brincos, colares e pulseiras, mas se não tiver, trabalhará do mesmo jeito.
Por ser Rainha, usa uma coroa, que também terá as cores vermelho e preto. 
Oferendas (sempre com a anuência e orientação do seu Mentor ou Mentora espiritual)  
Nunca faça uma oferenda sem que ela tenha sido solicitada por alguma entidade ou Orixá, para cada tipo de necessidade existe um tipo de oferenda e local de entrega.
Se não puder ir até um terreiro acenda uma vela e peça ajuda, ela virá com certeza. 
Podemos entregar para Maria Padilha: 
Farofa com Dendê, que chamamos de padê (esta farofa é uma mistura de champanhe, dendê e farinha de rosca branca)
Champanhe
Cigarros
Brincos
Pulseiras
Colares
Velas
Alguidar 
O que será pedido, vai depender da sua necessidade, às vezes basta acender uma vela em uma encruzilhada e estará resolvido, em outras vezes talvez seja pedido mais do que a vela.
O local de entrega pode ser na encruzilhada em T, mas mais uma vez, ela pode pedir para entregar em outro local, vai depender do que você precisa e qual o campo de atuação dela, das almas, das ruas, enfim.
Por isto que não é seguro fazer uma entrega sem que ela tenha sido solicitada, pois não sabemos o que podemos ofertar em onde entregar. 
Saudação
Salve Senhora Pombo Gira, ou ainda Pombo Gira é Mojuba, podemos até usar o Laroyê Pombo Gira, já que elas são Exu Mulher. 
Conclusão 
Gostaria de começar a conclusão e deixei para este momento, uma explicação, Pombo Gira não é prostituta, ela é guardiã assim como os Exus. 
Não é mulher da vida, pode até ter em sua falange alguma mulher que tenha sido prostituta em uma das suas encarnações. 
Mas isto não quer dizer que toda mulher ou melhor, todo espirito que trabalha nesta linha tenha sido prostituta ou mulher da vida.
Pelo contrário, vai tentar pedir para uma Maria Padilha acabar com o casamento de alguém que você sairá do terreiro quase expulso, mas não sem antes ter escutado um bom sermão. 
Me incomoda muito quem acha que Pombo Gira só serve para atender problemas amorosos e sem solução. 
Elas são muito mais do que isto, elas nos guardam, nos auxiliam, nos ensinam muita coisa, infelizmente as pessoas por não conhecer, confundem as coisas. 
Dentro desta falange vamos encontrar muitas Marias Padilhas, as que trabalham no cemitério, nas ruas, nas encruzilhadas, não existe apenas um tipo, existe uma falange de espíritos que atuam nesta linha. 
Por isto a forma de trabalho de cada uma pode variar, mas sempre seguindo a mesma linha. 
O que mais acontece nestes casos, são as preferencias “ pessoais”, uma gosta de cigarrilha a outra de cigarro, uma gosta de champanhe a outra de um bom vinho doce, estas são as variações. 
Uma outra observação a ser feita, é que o nome Pomba Gira, não existe, é falado por ai desta forma e ficou, o correto é Bombo Gira, mas que com o passar do tempo acabou virando Pomba Gira, então o mais correto a ser dito é Pombo Gira.

Salve Senhora Pombo Gira Maria Padilha!





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

DEVE-SE FAZER TRABALHOS MEDIÚNICOS DURANTE O CARNAVAL?

A Quaresma para os católicos começa na quarta-feira de cinzas e termina na Páscoa com a ressurreição de Cristo. E significa quarenta dias de recolhimento, penitências, jejum e oração. Os 4 dias que precedem a Quaresma é a festa da carne, o carnaval. Momento em que se libertam os “demônios interiores” pois vive-se intensamente. Os umbandistas seguem o calendário judaico-cristão, mas finalmente, o médium deve ou não trabalhar durante o carnaval e por que muitos templos não abrem durante este período?

O carnaval é a festa mais popular no Brasil. É fato que muitas pessoas vão para as ruas se divertir, entretanto, nem todos vão tão bem intencionadas assim, se entregam a todos os excessos e terminam fazendo coisas que depois se arrependem. Contudo, existem motivos mais práticos para os templos não funcionarem durante o período de Carnaval. E nós precisamos também desmistificar. Primeiro, diz respeito a segurança física do espaço. Como é um período longo de “feriado”, muitas pessoas viajam, as ruas ficam mais desertas, diminui o fluxo de pessoas e naturalmente os estabelecimentos ficam mais vulneráveis a oportunistas. E não seria diferente com os templos. Em segundo lugar, consequentemente haverá uma redução significativa de consulentes. Em terceiro lugar, diz respeito ao corpo mediúnico da casa. Quais são os médiuns realmente comprometidos com sua missão sacerdotal que estariam dispostos a não beber, não se entregar aos excessos e atender trabalhos de caridade espiritual durante a folia? Não podemos esquecer que médiuns são pessoas comuns como todas as outras e possuem desejos, fraquezas e direito de viver sua humanidade, seus limites corpóreos também. Não nos esqueçamos que ninguém vira santo porque trabalha como médium, muito pelo contrário. É justamente no trabalho caritativo que nos melhoramos como pessoas e nos esforçamos para elevar e aperfeiçoar nossa condição enquanto seres humanos.

Então, não acreditamos que haja problemas do ponto de vista dos Guias Espirituais não estarem “disponíveis” para trabalhar durante o carnaval. Não se trata disso. Apesar de muitas pessoas afirmarem que não trabalham mediunicamente durante o carnaval porque os Guias se afastam. Nem também porque como supostamente existem muitos “espíritos soltos” durante o carnaval, os templos receberiam a visita de quiumbas, ou espíritos zombeteiros, fazendo se passar por Guias. Lembremos sempre que a sintonia do médium é o que determina a frequência da incorporação e consequentemente a sintonia da casa que ele trabalha. Por isso, refletir sobre sua missão espiritual como sacerdote e sua responsabilidade como médium é um exercício diário, com ou sem a folia do carnaval.

Não devemos esquecer o que já mencionamos anteriormente em outras publicações:  NÃO HAVERÁ NENHUMA INCONVENIÊNCIA SE TRABALHARMOS NOS DIAS DE FOLIA DO CARNAVAL, E NÃO DEVEMOS PARAR NOSSOS TRABALHOS NO CHAMADO PERÍODO DA QUARESMA, porque isso não faz parte do nosso calendário litúrgico e nada justifica, nos dias de hoje (quando há liberdade de culto e respeito a religião umbandista) ficar 40 dias com nossos Templos fechados.

Ou seja, viva a sua humanidade sem culpa e mantenha a sua consciência alerta. A máxima do Mestre Jesus é sempre válida: “Vigiai e Orai” sempre, onde quer que esteja. E sendo médium tenha consciência da sua responsabilidade de sacerdote e vigiai e orai em dobro nestes períodos. Mas lembre-se, seus Guias Espirituais estarão sempre com você e sua frequência é que determinará quem irá te acompanhar. Que possamos ser sempre instrumentos fiéis do amor, paz e caridade de nosso Pai Oxalá.

Fiquem com meu sarava fraterno!


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

NANÃ BURUQUÊ

A mais velha das Iabas, que reina nas águas lodosas
Nanã Burukú é o orixá dos mangues, do pântano, senhora da morte responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne) das almas.
Nanã, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do “saco da criação” a terra, no ponto de contacto desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nana.
Senhora de muitos búzios, Nana sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. O seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos Jeje, da região do antigo Daomé, significa “mãe”. Nessa região, onde hoje se encontra a República do Benin, Nana é muitas vezes considerada a divindade suprema e talvez por essa razão seja frequentemente descrita como um orixá masculino.
Sendo a mais antiga das divindades das águas, ela representa a memória ancestral do nosso povo: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência. É mãe dos orixás Iroko, Obaluaiê e Oxumaré, mas por ser a deusa mais velha do candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.
Entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, existe um portal. É a passagem, a fronteira entre a vida e a morte.Sua regente: Nanã. Senhora da morte, geradora de Iku (morte).
A vida está cercada de mistérios que ao longo da História atormentam o ser humano. Porém, quando ainda na Pré-História, o homem se viu diante do mistério da morte, em seu âmago irrompeu um sentimento ambíguo. Os mitos aliviavam essa dor e a razão apontava para aquilo que era certo no seu destino.
A morte faz surgir no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nesse momento Nana faz-se compreender, pois nos primórdios da História os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo a uma ideia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de Nana.
Nana é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte.
Ela é a origem e o poder. Entender Nana é entender o destino, a vida e a trajectória do homem sobre a terra, pois Nana é a História. Nana é água parada, água da vida e da morte.
Identificada no Jogo de Búzios pelos odú ejilobon e representado materialmente na umbanda através do assentamento sagrado denominado Igba Nanã.
Nanã juntamente com Oxalá teve 4 filhos, os orixás, Omolú/Obaluaiê, Oxumarê, Ewá e Ossaim.
Nanã é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue, orixá das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. Seus fios de conta são lilás e branco ou roxo.
A mais temida de todas os Orixás. A mais respeitada. A mais velha, poderosa e seria. Nanã é o encantamento da própria morte. Seus cânticos são súplicas para que leve Iku – a morte – para longe e quem permite que a vida seja mantida.
É a força da Natureza que o homem mais teme, pois ninguém quer morrer! Ela é a Senhora da passagem desta vida para outras, comandando o portal mágico, a passagem das dimensões.
Nas casas de Santo, Nanã é extremamente cultuada e temida, pelo poder que ostenta. É ela a mãe da varíola e se faz presente quando existe epidemia da doença.
Ela é a chuva, a tempestade, a garoa. O banho de chuva, por isso, é uma espécie de lavagem do corpo, homenagem que se faz à Nanã, lavando-se no seu elemento. Por isso, não devemos blasfemar contra a chuva, que muita vezes estraga passeios, programas, compromissos, festas e acontecimentos. A chuva é a parte da vida, que vai irrigar a terra, Se ela cai demais, é porque a força da Natureza, Nanã, está insatisfeita. E, amigo... queira ver tudo, mas não queira ver a ira de Nanã. Posso lhe assegurar que não existe nada mais feio!
Considerada a Iabá (orixá feminina) mais velha, foi anexada pelos iorubanos nos rituais tal a sua importância. Nanã é a possibilidade de se conhecer a morte para se ter vida. É agradar a morte, para viver em paz. Nanã é a mãe, boa, querida, carinhosa, compreensível, sensível, bondosa, mas que, irada, não reconhece ninguém.
* Nanã é protetora dos idosos
Nanã é a senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho Omolú. É a protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.
* Mitologia
Nanã, Senhora de Dassa Zumê, mãe de Obaluaê, Ossãe, Oxumarê e Ewá, elegante senhora, nunca se meteu preocupou com o que este ou aquele fazia de sua própria vida. Tratou sempre de si e dos filhos, de forma nobre, embora tenha sido sempre precoce em tudo.
Entretanto, Nanã sempre exigiu respeito àquilo que lhe pertencia. O que era seu, era seu mesmo. Nunca fora radical, mas exigia que todos respeitassem suas propriedades.
E, mas uma vez, vemos Ogum numa historia.
Viajante, conquistador, numa de suas viagens, ogum aproximou-se das terras de Nanã. Sabia que o lugar era governado por uma velha e poderosa senhora. Se quisesse, não seria difícil tomar as terras de Nanã pois, para Ogum, não havia exercito, nem força que o detivesse. Mas Ogum estava ali apenas de passagem. Seu destino era outro, mas seu caminho atravessava as terras de Nanã. Isto ele não podia evitar e nem o importava, uma vez que nada o assustava e Ogum nada temia.
Na saída da floresta, Ogum deparou-se com um pântano, lamacento e traiçoeiro, limite do inicio das terras de Nanã. Era por ali que teria que passar. Seu caminho, em linha reta, era aquele – por pior que fosse e não importando quem dominava o lugar. O destino e objetivo de Ogum era o que realmente lhe importavam.
Parou à beira do pântano e já ia atravessá-lo quando ouviu a voz rouca e firme de Nanã:
- Esta terra tem dono. Peça licença para penetrar nela!
No que Ogum respondeu em voz alta:
- Ogum não pede, toma! Ogum não pede, exige! E não será uma velha que impedira meu objetivo!
- Peça licença, jovem guerreiro, ou se arrependerá!, retrucou Nanã com a voz baixa e pausada.
- Ogum não pede licença, avança e conquista! Para trás, velha, ou vai conhecer o fio da minha espada e a ponta de minha lança!
Dito isto, Ogum avançou pela pântano, atirando lanças com pontas de metal contra Nanã. Ela, com as mãos vazias, cerrou os olhos e determinou ao pântano que tragasse o imprudente e impetuoso guerreiro.
E assim aconteceu...
Aos poucos, Ogum foi sendo tragado pela lama do pântano, obrigando-o a lutar bravamente para salvar sua própria pele, debatendo-se e tentando voltar atrás. Ogum lutou muito, observado por Nanã, até que conseguiu salvar sua vida, livrando-se das águas pantanosas e daquela lama que quase o devorava.
Ofegante e assustado, Ogum foi forçado a recuar, mas sentenciou:
- Velha feiticeira! Quase me matou! Não atravessarei suas terras, mas vou encher este de pântano de aço pontudo, para que corte sua carne!
Nanã, impassível e calma, voltou a observar:
- Tu és poderoso, jovem e impetuoso, mas precisa aprender a respeitar as coisas. Por minhas terras não passarás, garanto!
E Ogum teve que achar outro caminho, longe das terras de Nanã. Esta, por sua vez, aboliu o uso de metais em suas terras.E, até hoje, nada por ser feito com laminas de metal para Nanã.
* Sincretismo religioso de Nanã com Sant’Ana
Nanã é ligada pelo sincretismo religioso a Sant'Ana, avó de Jesus, mãe de Maria
Nanã é ligada pelo sincretismo religioso a Sant’Ana, avó de Jesus, mãe de Maria
Sant’Ana, comemorada pela igreja católica em 26 de julho, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.

Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos.
Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.
* Características dos filhos de Nana Burukú
Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento das suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar os seus afazeres; gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.
Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.
As pessoas de Nana podem ser teimosas e “ranzinzas”, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. As suas reacções bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Embora se atribua a Nana um carácter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande Deusa do Daomé.
* Dados
Dia: sábado;
Data: 26 de julho;
Metal: latão;
Cor: branco com traços azuis ou roxos;
Partes do corpo: protege a barriga, o útero, a parte genital feminina, protege as mulheres gestantes;
Comida: Aberem (milho torrado e pilado do qual é feito um fubá com açúcar ou mel), mugunzá;
Arquétipo: tolerantes, mas implicáveis, maduros, lentos, firmes, bondosos, simpáticos, extremamente limpos e com temperamento artísticos;
Símbolo: ibiri e os bradjas ( contas feitas com búzios, dois a dois, e cruzados nos peitos, indicando ascendente e descendente).


JOGO DE BÚZIOS

Mérìndilogún – 16 Búzios. No Brasil foi introduzido o jogo de divinação feito com 16 Búzios (kawrís), sistema trazido e aperfeiçoado na Áfri...